Dicas para você otimizar o processo de diagramação

Fazer a diagramação de documentos e layouts é fundamental no design, mas existem formas de facilitar esse trabalho. Veja nossas dicas!

Autor: Redação Impacta

Sejam materiais impressos, artes para divulgação online, mídias de rua e até mesmo televisão, o processo de diagramação é um bom caminho do mercado de Design. Afinal, o impacto de uma imagem bem trabalhada pode render excelentes resultados para as empresas. Se você se aventura pela área da criação, está na hora de conferir este post.
Nele, você verá alguns segredos que podem otimizar suas habilidades de Design, deixando os layouts mais atrativos. Diante de um cenário em que as pessoas são bombardeadas com muita informação, é preciso ter atenção na hora de diagramar para criar peças que se destaquem, atraiam o público certo, falem com clareza e ajudem o leitor a tomar uma decisão.
Esperamos que este artigo transforme seu processo criativo e o inspire a fazer excelentes trabalhos. Boa leitura!

Equilibre a quantidade de textos e imagens

Existem muitas linhas de criação, além das tendências e das preferências do público. Porém, uma coisa é fato: você precisa observar a quantidade de textos e de imagens que a sua arte terá. É comum que o cliente queira inserir muitas informações, com textos longos e, muitas vezes, desnecessários. Você pode sugerir alterações, enxugando as informações e oferecendo frases mais claras e objetivas.
Outro ponto importante é o veículo no qual a sua arte será divulgada. Por exemplo, uma publicação no Instagram deve ser visual e impactante, enquanto uma imagem do Pinterest costuma ser mais explicativa, no estilo infográfico.
Faça algumas perguntas para ajudar a pensar nesse equilíbrio.

  • Quem é o meu público-alvo?
  • Como minha arte pode se adaptar e, ao mesmo tempo, se destacar no meio em que será usada?
  • Quanto tempo o leitor terá para absorver as informações?

Dessa forma, você consegue entender como desenvolver peças impactantes e agradáveis aos olhos. Além disso, é importante pensar na imagem: o que ela está falando e se as cores usadas geram as emoções que você deseja (como confiança, exclusividade e senso de urgência).
Nem sempre é necessário produzir uma imagem — pode ser que você consiga alguma que atenda às necessidades do cliente na internet. Nesse momento, tenha atenção para a fonte usada para pegar o material e quais são os direitos legais. Existem muitos bancos de imagens com fotos e desenhos num preço acessível e alguns que disponibilizam todo o acervo ou parte dele gratuitamente.

Trabalhe com as ferramentas certas

O que é preciso para criar uma peça gráfica? Se você está seguindo um processo de qualificação profissional, certamente trabalha com softwares da área. Existem opções para edição online, softwares livres e os programas profissionais como os da Adobe. Para a área de Design, os principais são:

  • Adobe Photoshop — é muito conhecido quando se pensa em tratamento e montagem de fotos, mas também tem muitas funções que possibilitam a criação e edição de imagens digitais;
  • Adobe Lightroom — direcionado para fotografias, ajuda na edição rápida e também no tratamento de várias imagens ao mesmo tempo;
  • Adobe Illustrator — ideal para a criação de peças gráficas, ajudando a organizar elementos visuais, com formas e cores, junto com textos (como a escolha da tipografia, posição, alinhamento, tamanho e contorno);
  • Adobe InDesign — focado na diagramação de livros, revistas e e-books, tem a vantagem de trabalhar com várias páginas e exportar a arte pronta para impressão, pensando na montagem das folhas para a encadernação.

Por isso, antes mesmo de começar o processo de diagramação, você deve entender quais serão as etapas do seu trabalho e os programas adequados. Lembrando que é normal usar mais de uma ferramenta na criação gráfica.

Entenda os atalhos dos softwares do processo de criação

Apesar de existirem muitas possibilidades de ferramentas para desenvolver seu trabalho, o ideal é que você escolha alguns softwares para usar com mais frequência — pensando também nas diversas áreas de atuação dentro da área de Design.
Assim, você pode se dedicar a conhecer as principais teclas de atalho (para as funções que você mais usa), deixando o trabalho mais rápido e fluído. Por exemplo, no Photoshop, alguns deles são:

  • M — seleção em retângulo;
  • V — mover;
  • L — laço;
  • W — varinha mágica;
  • C — ferramenta de corte;
  • I — conta-gotas;
  • B — pincel normal;
  • S — carimbo;
  • E — borracha;
  • G — preenchimento em gradiente;
  • O — superexposição;
  • P — caneta;
  • T — caixa de texto;
  • K — rotação 3D;
  • N — Órbita 3D;
  • H — ferramenta da mão;
  • D — paleta de cores para o padrão (preto e branco).

Já os principais atalhos do InDesign são:

  • V — seleção;
  • A — seleção direta;
  • U — espaço;
  • P — caneta;
  • = — adicionar ponto de âncora;
  • – — excluir ponto de âncora;
  • T — inserir caixa de texto;
  • M — retângulo;
  • L — elipse;
  • R — rotação;
  • S — escala;
  • E — transformação livre;
  • I — conta-gotas;
  • G — gradiente;
  • C — tesoura;
  • W — alternar modo de visualizar.

Pense na hierarquia da informação

Além dos conhecimentos técnicos, existe uma questão no processo de criação de uma arte que está ligado à experiência que o usuário terá com a peça. Para ajudar nesse processo, você pode pensar na hierarquia da informação.
Quando olhamos para algo, nossos olhos são naturalmente atraídos para determinados pontos. Por exemplo, no ocidente temos a leitura da esquerda para a direita e de cima para baixo. Entretanto, existem alguns espaços, como é o caso do superior direito, que chamam a atenção primeiro e, por isso, são espaços de destaque.
Para ajudar na legibilidade do seu trabalho, pense no que você quer destacar e como fará isso. Existe um título? A imagem será chamativa? Em uma propaganda de um curso, por exemplo, informações como “matrículas abertas” ou “turmas reduzidas” talvez precisem de um splash (caixa que destaca os termos).

Se todos os textos tiverem a mesma fonte, cor e tamanho, você não colocará foco em nada e a leitura pode ficar monótona ou sem um fluxo.

Respeite os espaços em branco

No processo de diagramação, você trabalha com cores, textos e imagens. Para que tudo fique realmente harmônico, é importante ter uma área de respiro (sem informação). Também conhecido como espaço em branco, ele ajuda na leitura e deixa a experiência mais leve e fácil. No caso de peças impressas, você pode calcular uma média de meio centímetro de distância entre os objetos e aumentar a lacuna de acordo com a escala (outdoors e outras mídias externas).
Como você viu, sempre é possível melhorar seu processo de diagramação. Para isso, é importante se manter atualizado e sempre experimentar novas possibilidades. Além disso, você encontra um verdadeiro atalho e aperfeiçoamento do seu trabalho apostando nos cursos voltados para diagramação. O importante é entender que essa é uma área que une o criativo com conhecimento técnico.
Se você quer começar esse aprofundamento, ampliando as oportunidades de trabalho, conheça nosso Manual de InDesign e garanta layouts impecáveis!

 

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