Conheça a Open Banking: a mais nova transformação digital nos bancos.

Os bancos estão se atualizando cada vez mais, e a mais nova tecnologia, Open banking veio para mudar o mercado. Veja as mudanças e porque apostar.

Autor: Redação Impacta

Assim como na revolução industrial, as últimas décadas trouxeram muitas mudanças que causaram repercussão em todos os segmentos de mercado. A internet e logo em seguida o uso de smartphones apontam que as pessoas estão confiantes com a transformação digital. No mercado financeiro, o open banking (ligado ao compartilhamento de informações financeiras) é a nova promessa para melhorar a experiência do cliente, reduzir custos e agilizar transações.
Continue lendo e descubra como essa política de open source está prestes a ser implementada no Brasil, quais os conceitos fazem essa estratégia se tornar ainda mais relevante para os usuários e trazer um novo cenário para o atual mercado dos bancos tradicionais. Veja também como a área de programação será essencial com o open banking. Boa leitura!

Como a transformação digital chegou para os bancos?

O mercado já não é mais o mesmo. Com a transformação digital, novos conceitos surgiram e o foco passou de oferecer determinado produto ou serviço para a forma como entregar o prometido. Isso significa maior preocupação com a experiência do usuário, qualidade do atendimento e melhor relacionamento com os clientes.
Na área financeira, surgiram muitas novidades com as chegadas de tecnologias. A criação de canais como os caixas eletrônicos fora do banco (normalmente em estabelecimentos comerciais), o internet banking e, com as tendências de acesso do consumidor, o desenvolvimento do mobile banking mostram que mesmo esse nicho tão tradicional precisou se reinventar.
As novidades não ficaram apenas por aí. Surgiram também as fintechs com soluções online para determinadas operações financeiras, que logo deram origem aos bancos digitais — a exemplo do Nubank, que surgiu oferecendo cartão de crédito sem mensalidade ou taxas anuais.
Todas essas mudanças possibilitam ao usuário fazer diversas transações sem precisar se dirigir a um banco físico. Por meio dos aplicativos, já é possível:

  • abrir uma conta;
  • sacar dinheiro;
  • fazer transferências;
  • pagar contas;
  • ter um cartão de crédito;
  • solicitar um empréstimo;
  • aplicar o dinheiro.

O que é open banking?

Todas essas facilidades trouxeram um novo perfil de consumidor, mais consciente e exigente sobre suas escolhas de compra. Porém, esse ainda era um cenário fechado e, mesmo com empresas 100% online, as APIs desenvolvidas e informações sobre o cliente ainda ficavam no domínio interno de cada organização.
Assim surge a proposta do open banking, que propõe a liberação dos códigos para outras instituições financeiras. Na prática, isso significa que o desenvolvimento de interfaces seguras será popularizado, permitindo o surgimento de várias empresas oferecendo os mais diversos serviços ligados ao mercado financeiro.
O outro ponto é a integração entre as empresas, permitindo a troca de informações quando autorizado pelo usuário — conforme manda a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Alguma vez você já fez seu cadastro em algum site usando suas informações do Google ou do Facebook? Com o open banking, as transações acontecerão de um modo parecido. Isso vai impulsionar os empregos do futuro como UX designer, segurança de dados e business intelligence.
Isso significa que, além dos modelos de negócios financeiros que já conhecemos, possivelmente surgirão soluções inovadoras para o usuário. Por exemplo, hoje já é possível integrar as contas de vários bancos e cartão de crédito em um único lugar para acompanhar saldo e transações. No futuro, isso pode virar uma carteira completa, permitindo a realização de pagamentos, transferências e outras funcionalidades.

Como essa tecnologia impacta usuários e mercado brasileiro?

No Reino Unido e na UE (União Europeia), os bancos já precisaram mudar suas regras para se adaptar ao banco do futuro. Aqui no Brasil, tudo está caminhando nesse sentido também, e o BC (Banco Central) já direcionou a primeira fase de implantação do open banking para 2020. Essa etapa contará com as 12 maiores instituições financeiras do país e promete mexer com a estrutura bancária como conhecemos.
Segundo o Banco Central, temos 5 grandes bancos (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander) que são os responsáveis por 85% das operações bancárias em nosso país. O open banking proporcionará uma reestruturação nessa distribuição, com o surgimento de novas soluções que otimizam a experiência do usuário.

Por que as pessoas estão apostando no open banking?

LGPD foi essencial para o surgimento de práticas nas quais as empresas trocam informações sobre o usuário em ambientes virtuais. Assim, a pessoa fica protegida, e só será possível o uso dos dados com o consentimento do dono das informações.
De uma forma prática, podemos destacar vários benefícios para o cliente final com a implementação do open banking. As principais vantagens são:

  • unificação do internet banking — chega de entrar no app de cada instituição na qual o cliente tem conta para fazer movimentações. Agora, existirão empresas que funcionarão como uma espécie de carteira virtual, agilizando os processos do cliente com vários bancos;
  • melhor experiência do cliente — não estamos falando apenas de UX, mas também do processo de vendas e relacionamento com as instituições financeiras;
  • redução de custos — com as fintechs, já vemos o quanto a entrada das tecnologias nesse mercado pode reduzir e, para determinados serviços, extinguir os gastos do consumidor;
  • pagamentos identificados em tempo real — assim como o cartão de crédito, compras online feitas no débito também poderão ser identificadas instantaneamente. Na Europa, isso já acontece hoje sem a necessidade de fornecer senhas. O usuário informa os dados bancários e confirma a compra por uma notificação recebida no celular;
  • inovações a caminho — o usuário ganha e os bancos também, pois o open banking abre espaço para tecnologias personalizarem as necessidades do cliente com melhor custo-benefício e maior lucratividade para as empresas;
  • portabilidade de contas — assim como o número de telefone, essa transformação permite que a pessoa migre de instituição financeira mantendo os dados bancários e levando suas informações como extratos, autorizações de débito automático e lista de favorecidos.

As vantagens para os usuários e oportunidades para as empresas são duas pontas que precisam ser ligadas para a operacionalização do open banking. Isso significa que a área de programação terá uma grande procura no mercado, seja para o design de interfaces das APIs, seja para a segurança de dados. Em outras palavras, também é a resposta para quem busca o desenvolvimento na carreira.
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