As inúmeras vantagens do software livre

Utilizar e se especializar em um software livre ainda pode ser uma ótima opção para usuários ou programadores. Entenda as vantagens do open source aqui!(...)

Autor: Redação Impacta

O advento da internet em 1990 veio para revolucionar o mundo. Ela possibilitou que equipes globais fossem formadas e que iniciativas que antes eram consideradas impossíveis, agora se tornassem poderosas e realizáveis. Pessoas dispostas a desafiarem as lideranças corporativas de empresas que dominam o mercado, se reuniram em torno de uma nova filosofia: a do software livre.
Foi pensando nisso que escrevemos este post, para compartilhar um pouco da nobre iniciativa daqueles que insistem em trazer mais acessibilidade tecnológica para todas as pessoas do mundo. Quer saber mais sobre o que é software livre? Então continue a leitura!

Definindo software livre

Antes de começar a expor as ideias por trás do software livre, é preciso defini-lo. Muitas pessoas confundem o software livre com o gratuito. E é aqui que mora a grande diferença.
O software livre é um programa de código aberto que dá ao usuário total liberdade de uso. Isso implica em modificar, redistribuir e utilizar como bem entender. Ele é protegido por uma licença que dá a liberdade para as pessoas poderem manipulá-lo.
Isso traz inúmeras vantagens aos usuários que serão discutidas adiante. No entanto, por ora, é importante salientar que essa modalidade de software não quer dizer que ele seja gratuito. Algumas pessoas podem modificá-lo e vendê-lo para outras. No entanto, aquele que comprou pode fazer o que quiser com esse software, inclusive distribuí-lo gratuitamente.
O software livre diz mais a respeito da filosofia de como esses programas são distribuídos. Ele muda a noção de venda de softwares de computador. Não há necessidade de prestação de contas com ninguém. Você pode fazer o que quiser com ele.
Entretanto, o software gratuito é diferente. Ele não é necessariamente livre. Pode ser um programa proprietário que seja distribuído de forma gratuita. Esse tipo de software tem mais a ver com o modelo de negócios do que com a filosofia por trás dele.
Por exemplo, o Whatsapp é gratuito, mas não é livre. Ela pertence ao Facebook, que usa a plataforma para lucrar sob diversas maneiras. O usuário final não pode modificá-lo e seu uso é restrito às funcionalidades oferecidas pela companhia.
Uma contrapartida ao Whatsapp — e que é software livre — é o Telegram. A versão cliente dele, que é o aplicativo usado pelos usuários, é livre. Isso quer dizer que qualquer pessoa pode criar seu próprio aplicativo de mensagens para funcionar nos servidores do Telegram e disponibilizá-lo nas plataformas de download.

O que é importante frisar, é a liberdade do usuário final. O software livre é a filosofia que assegura total responsabilidade de uso para o usuário, que escolherá tudo aquilo que deseja fazer com o programa que tem em mãos.

As principais vantagens dos softwares livres

Uma vez entendido o que é um software livre, veja as principais vantagens dessa filosofia para que os conceitos fiquem ainda mais sólidos.

Custo-benefício

Sem sombra de dúvida é a vantagem mais atrativa. A maioria dos softwares livres é gratuita. Até mesmo os programas pagos apresentam um custo-benefício muito alto.
Pense no seguinte cenário: você tem uma empresa com 400 computadores. Se optar por usar o sistema operacional da Microsoft, será necessário a aquisição de 400 licenças. Se optar por um software livre, ainda que seja pago, você precisará de apenas 1 licença. Você é livre para distribuí-la nas demais 399 máquinas da sua empresa.

Segurança

Os softwares livres são mantidos por comunidades voluntárias que estão sempre em busca de aperfeiçoamento das ferramentas. Quanto maior a comunidade, mais progresso é feito. Essas equipes estão focadas em corrigir falhas de segurança e realizar todos os testes necessários.
Outro fator de segurança muito importante, é o fato do código ser aberto. Isso garante que todos saibam exatamente o que está sendo instalado no computador. Não se engane pensando que, por ser código aberto, esses programas são mais fáceis de serem infectados. Todas as atualizações são cautelosamente auditadas e testadas por equipes competentes.
Portanto, existe a garantia de que malwares não acompanharão os softwares livres. O mesmo não pode ser dito dos softwares proprietários. Quem nunca foi instalar um programa em seu computador e depois descobriu que o Baidu também foi instalado junto?

Customização

Essa é outra vantagem imensurável para aqueles que souberem aproveitá-la. É possível, por meio de programação, customizar um software livre por inteiro para adequá-lo ao modelo de negócios da sua empresa. O valor agregado da customização não pode ser medido e grandes produtos podem surgir devido à adição de novas funcionalidades.
Um dos grandes exemplos de customização que vemos no mercado é a plataforma Android que acompanha os smartphones. Empresas como LG, Samsung e Motorola customizam seus próprios sistemas Android e os vendem embutidos em seus celulares.
Caso o usuário não goste daquela distribuição, ele pode encontrar outros modelos customizados dessa plataforma na internet. O mais famoso deles é o LineageOs.

O porquê de usar software livre

As pessoas se perguntam por que o uso de software livre para pacotes de escritório cresce tanto. Além das vantagens já citadas, existem outras que precisam ser discutidas.

Software livre X Software pirata

O primeiro e principal ponto é uma questão de princípios. A pirataria, e a cultura que se transformou em possuir um software pago sem pagar por ele, deve ser evitada. Não há desculpas para ter um aplicativo líder de mercado a preços tão elevados se há uma opção gratuita e de qualidade ao alcance de todos.
A alternativa de ter pacotes de aplicativos equivalentes aos líderes de mercado, e que não causem dores de cabeça no futuro, deve ser encarada com seriedade. Ter softwares piratas é crime e é desnecessário correr o risco de sofrer todas as penalidades previstas em lei.
Além disso, os programas usados para piratear esses softwares, os chamados cracks, são feitos por pessoas desconhecidas. Não se sabe quais são os reais objetivos dessas pessoas. Pode ser instalar um ransomware no computador do usuário e roubar todos os dados, por exemplo.
Será que vale a pena colocar em risco todo o negócio por uma ferramenta que nem é tão vantajosa assim? Isso tem um nome no mundo dos negócios: economia burra. As pessoas não entendem que acabam gastando mais dinheiro dando manutenção em sistemas por causa de programas maliciosos, do que se optassem por usar softwares livres ou até mesmo comprassem a licença deles.

O poder da escolha

Em segundo lugar, uma outra vantagem, é a oportunidade de escolha. O que foi dito até aqui sobre esses softwares, diz respeito apenas a serem líderes de mercado. Em momento algum, a ideia de pior, ou melhor, foi mencionada, mas apenas de liderança. Há uma distinção básica aqui, já que o líder não quer dizer necessariamente o melhor.
O pacote LibreOffice em sua versão mais atual é uma combinação das versões equivalentes em MS Office 2003 e 2007, agregando qualidade, eficiência, maior facilidade operacional e uma variedade maior de recursos que as versões anteriores.
Portanto, por que ficar sempre usando o mesmo aplicativo sem sequer conhecer outras alternativas do mercado? O usuário deve exercer seu poder de escolha. Nesse ponto é muito importante estar aberto a novas possibilidades. Ele deve ter uma experiência com um software novo e tirar suas próprias conclusões.

O legado do software livre

Houve uma época em que software livre era sinônimo de precariedade, já que eram programas que não tinham preocupação com o usuário final. Foram desenvolvidos apenas para usuários avançados que tinham que decorar inúmeros comandos de programação para executá-los.
Por exemplo, as primeiras distribuições do Linux eram impossíveis de serem usadas por usuários comuns do Windows. Qualquer comando que tinha que ser executado na plataforma, precisava de ser digitado em um prompt.
Sem contar a falta de padronização. Os softwares livres se desenvolveram como programas totalmente diferentes dos licenciados. Um texto escrito em software livre não podia ser compartilhado com um colega que usasse um licenciado, nem vice-versa. Havia uma ideia de independência dos padrões de mercado.
Entretanto, hoje não se justifica mais a noção de que, ao usar arquivos de software livre, os mesmos não poderão ser abertos em pacotes licenciados. Atualmente, os dois mundos conversam sem problemas. Podemos abrir um arquivo em LibreOffice Writer e salvá-lo como Microsoft Word, sem perdas de informações ou de configurações.
O mundo está cada vez mais plural, inclusive no tocante à tecnologia e o consumidor está cada vez mais exigente e crítico. Muitos questionam há anos o uso dos pacotes livres de escritório em contraposição aos pacotes pagos.
As empresas vêm mudando essa filosofia de TI e, aos poucos, os usuários domésticos também estão reconhecendo as vantagens de terem aplicativos oficiais e gratuitos, como o LibreOffice, que mantêm atualizações constantes.
No mundo corporativo, o LibreOffice é usado em todas as instâncias de governo  municipal, estadual e federal. As empresas privadas utilizam as soluções de softwares de uso diário e usam os pacotes pagos apenas para poucas operações críticas do negócio, em que ainda não existe a figura do software livre.
Algumas organizações divulgam o uso de pacotes como o LibreOffice para promover a inserção digital de milhares de usuários. Esses aplicativos são, muitas vezes, as únicas formas de aperfeiçoarem os conhecimentos desses usuários. Isso por causa do baixo custo, não só de licenciamento, mas também de equipamentos, já que não são necessárias máquinas de última geração para operar o LibreOffice.
E o baixo custo é exatamente a característica que vem mudando a visão mercadológica sobre o pacote LibreOffice. Muitas empresas vêm apostando nesses programas, porém, a falta de profissionais qualificados e dispostos a usar esse recurso impede uma proliferação maior do seu uso.
O mercado precisa estar preparado para a próxima onda em TI. O software livre veio para ficar e as pessoas têm demonstrado cada vez mais interesse. Já é uma tendência do mercado e é preciso aproveitá-la.
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2 Comentários

  1. Daniele disse:

    Olá, Silvio.
    Nunca me interessei em outro sistema operacional a não ser do windows. Hoje, lendo sua matéria, me abriu a mente para novas experiências. Vou baixar o Linux e usar os pacotes do LibreOffice. Não creio que um software que é desenvolvido por programadores do mundo todo, seja de todo ruim.

  2. Ricardo Ferreira disse:

    Daniele. Você não precisa, se não quiser, mudar para o Linux. Vá em http://pt-br.libreoffice.org e baixe a versão para Windows. Fora isso ele tem versões para Linux e MacOS, entre outras… nesse site você encontra inúmeras informações que ajudarão na utilização do pacote de escritório LibreOffice… sucesso! boa sorte!

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