A importância da resiliência cibernética da Indústria 4.0

Com ataques cada vez mais diversificados à segurança da informação, o conceito de resiliência cibernética é fundamental para ter estratégia efetiva. (...)

Autor: Redação Impacta

A quarta revolução industrial já é uma realidade em nossa sociedade. Nesse contexto, mais do que a digitalização da informação, os próprios negócios passaram a ter um profundo embasamento tecnológico — tanto para processos operacionais quanto nas tomadas de decisão. A demanda por segurança virtual, então, gerou uma tendência fundamental para as empresas: a resiliência cibernética.

Por mais que o assunto tenha se tornado objeto de muita discussão, nem sempre fica claro qual é a diferença entre esse conceito e o de segurança da informação. De fato, há uma relação entre as coisas, mas não se trata de um sinônimo. Na verdade, estamos falando de forças que se complementam.

Criamos este conteúdo especial para tirar todas as suas dúvidas sobre a resiliência cibernética, seu papel na Indústria 4.0 e a importância dessa ideia para a cultura das empresas. Para começar, vamos entender melhor esse conceito.

O que é a resiliência cibernética?

O conceito de resiliência cibernética vai um pouco além da ideia de garantir uma proteção infalível para um ambiente digital. Na prática, a complexidade das redes se tornou tão grande que é praticamente impossível assumir uma postura que ignora completamente os riscos. O fato é que, querendo ou não, toda rede está sujeita a uma invasão, infecção ou falha.

Nesse sentido, a resiliência cibernética é uma estratégia para lidar com incidentes na infraestrutura tecnológica de uma organização. Isso inclui uma série de planos de ação para o caso de um ciberataque, por exemplo. Se um hacker consegue inserir um ransomware na rede e sequestra os dados dos servidores, esse plano será usado para restabelecer a situação e minimizar os danos à rede e ao próprio nome da empresa.

No mercado atual, não basta simplesmente oferecer produtos e serviços de forma tradicional. A demanda por otimização de processos faz com que as empresas invistam alto na inovação, buscando, entre outros fatores, um alto nível de integração de dados.

Entretanto, consequentemente, os riscos se tornam maiores. A exposição das plataformas na rede e o próprio nome da organização podem atrair cibercriminosos. Logo, além de uma política de segurança da informação e estratégias para evitar os ataques, é preciso ter também resiliência: estar preparado para o pior e contar com respostas rápidas e eficientes para lidar com incidentes.

Quais são as particularidades, então, da resiliência cibernética na Indústria 4.0?

Por que isso é fundamental para a Indústria 4.0?

A indústria está passando por uma fase de grandes inovações, com avanços tecnológicos que andam em ritmo extremamente acelerado. Inteligência Artificial (IA), Internet das Coisas (IoT), Computação em nuvem, Big Data e Machine Learning são alguns dos termos que se tornaram familiares para quem atua no setor.

Contudo, o potencial inovador da tecnologia trouxe também uma exposição maior dos dados das empresas. Vamos tomar como exemplo a Internet das Coisas. Na prática, os dispositivos e sensores IoT são capazes de coletar dados em tempo real e se comunicar via rede sem fio (wireless).

Uma aplicação cada vez mais comum na Indústria 4.0 é o uso nos equipamentos das fábricas para monitorar o desempenho em tempo real: se o software detecta problemas de temperatura, umidade, vibração, ruído etc., ele notifica a manutenção para que a causa seja investigada antes de a máquina de fato quebrar.

Porém, esses dispositivos utilizam redes Wi-Fi comuns e, por isso, também podem ser hackeados. Imagine o problema para uma empresa ter esses componentes tão sensíveis invadidos por pessoas mal-intencionadas? Mesmo um vírus comum pode causar um estrago enorme.

resiliencia cibernetica

A resiliência cibernética nos processos de segurança da informação

O papel desse conceito é atuar no aumento da segurança da informação. O primeiro passo é identificar os riscos e estimar os danos. No exemplo acima, a empresa deve estar ciente da possibilidade de problemas com a rede IoT e avaliar o que poderia acontecer de pior se ela fosse atingida.

Em seguida, é preciso elaborar planos de resposta, garantindo uma ação rápida e eficaz. O desligamento da rede, por exemplo, pode evitar danos aos equipamentos ou mesmo o roubo de dados. Contudo, é preciso colocar na balança o prejuízo operacional, já que a empresa ficará momentaneamente incapaz de monitorar o desempenho como previa.

O processo envolve colocar na balança essas questões e definir planos de ação que solucionem os problemas reduzindo ao máximo os efeitos colaterais. No cenário atual, em que empresas SaaS operam 100% online, a resiliência cibernética pode ser a diferença entre uma recuperação rápida e um desastre absoluto.

Como aumentar a resiliência cibernética na empresa?

Muita gente pensa nesse conceito como um planejamento para o pior. Entretanto, quando a segurança da informação se torna uma necessidade para toda e qualquer empresa, isso significa que a resiliência cibernética é um diferencial. Quem sabe atuar dessa maneira passa uma imagem melhor para clientes e parceiros comerciais, se mantendo valorizado no mercado.

Pensando nisso, é importante fortalecer a estratégia de segurança e resposta. Veja a seguir 5 dicas para fazer isso de forma eficiente.

1. Identifique as prioridades

O que há de mais valioso na empresa? Equipamentos? Softwares? Recursos intelectuais? Dados em geral? A resposta para essa pergunta deve ser o pontapé da sua estratégia, já que ela ajudará a definir suas prioridades. Além de saber seus pontos fracos, é preciso mensurar os riscos e entender o quão ruim pode ser um ciberataque ou uma infecção por malware.

2. Reúna os colaboradores

Todos os profissionais devem estar cientes desses riscos e da importância de colaborar com a proteção da empresa. Uma política de segurança da informação é fundamental, pois ela dita as regras de comportamento a serem seguidas por todos, como a proibição de compartilhar senhas e de instalar programas não autorizados.

3. Entenda o perfil digital da empresa

A empresa tem loja virtual? Quais plataformas ficam online? O servidor de e-mails é seguro? Quais serviços online utilizamos? Entenda esse perfil. A equipe de TI deve compreender a complexidade da sua presença na internet.

4. Construa um sistema resiliente

A segurança da informação deve ser pensada de forma resiliente. Cada ferramenta de proteção, como um antivírus, deve ser acompanhada de um plano de resposta para cobrir suas eventuais falhas.

5. Esteja preparado

Jamais tome a segurança como 100% garantida. Estar preparado para o pior é a melhor forma de garantir a tranquilidade e identificar as brechas existentes na rede.

Como você pode ver, a resiliência cibernética trabalha a favor das empresas que buscam ter sucesso no mundo digitalizado. Então, leve essa ideia para sua organização e evite ser pego de surpresa. Ninguém está imune às falhas — o que podemos fazer é garantir uma resposta adequada para minimizar os danos.

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