Design Thinking: é importante aplicar!

Muito se fala no Design Thinking e em como ele está surgindo nas empresas modernas. Mas e como implementá-lo na prática? É isso que você verá aqui!(...)

Autor: Redação Impacta

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O maior desafio no campo da inovação é desenvolver algo que não se torne obsoleto tão cedo, tendo em vista que as transformações tecnológicas estão cada dia mais avançadas. Uma das formas de acompanhar essas evoluções é adotar métodos capazes de contribuir com isso, como o aprendizado do design thinking na prática.
Neste post, falaremos sobre o significado, funcionamento, etapas, aplicações, benefícios, implementação e outras características do design thinking, um assunto que está revolucionando a forma de desenvolver projetos. Acompanhe e saiba mais!

O que é design thinking?

Essa abordagem tem raízes no início do século XX e se consagrou como uma maneira de pensar peculiar e eficaz, podendo ser aplicada em praticamente tudo o que pede uma ideia original. Sua estrutura facilita o fluxo criativo, principalmente em ambientes de trabalho (sejam corporativos ou não).
Em um primeiro momento, definir o que é design thinking pode soar um pouco abstrato para quem não está habituado ao termo. Entretanto, o método já é considerado extremamente benéfico para a renovação e o crescimento de empresas.
A ideia que guia o conceito é centrada no funcionamento do pensamento dos designers, focando na experiência humana de interatividade com os produtos que precisam ser criados do zero ou aperfeiçoados.
A abordagem funciona muito bem no seu papel de trazer inovações relevantes para as pessoas, o que é proveitoso, uma vez que coloca em prática as técnicas e formas de pensar derivadas do universo do design durante a elaboração de projetos. Interessante, não? Veja a seguir como ele funciona na tarefa de transformar as relações nos negócios!

Como funciona o design thinking?

Primeiramente, é interessante enxergar o design thinking como uma abordagem, ainda que se use outras denominações, como método ou processo. Isso porque sabemos que o termo “metodologia” pode remeter a uma fórmula matemática infalível e, no entanto, essa não é uma característica do design thinking.
Nesse sentido, devemos entendê-lo como uma ferramenta apta a implantar soluções de maneira colaborativa e coletiva para os problemas, o que a torna diferenciada em sua essência e propósito. Sua perspectiva tem uma natureza de máxima empatia com seus interessados, ou seja, o centro do desenvolvimento dos projetos são todos os envolvidos na ideia, incluindo as equipes multidisciplinares, e não apenas o consumidor final.
Para colocar o design thinking em prática, é necessário mapear a visão de mundo, a experiência cultural e os processos existentes na vida das pessoas — tudo isso com a finalidade de captar um panorama mais completo que ajude a solucionar o impasse. Só assim é possível identificar os obstáculos e encontrar as melhores alternativas para transpô-los.
Como é possível perceber, não se trata de premissas matemáticas, mas de um levantamento das necessidades reais de uma parcela do público consumidor, o que faz dessa abordagem algo de caráter humano, podendo ser aplicada em qualquer tipo de negócio.
O objetivo final é satisfazer o cliente, o que só é possível a partir do momento em que se conhece a fundo suas necessidades, sua percepção sobre o mundo e seus desejos. Com tudo isso em mãos, é preciso seguir algumas etapas do design thinking, descritas brevemente a seguir:

Quais são as etapas do design thinking?

Descoberta

Essa fase implica no desafio de entender como é possível solucionar o problema. Nesse momento, a saída é estudar bastante sobre o tema, que, muitas vezes, não dominamos e conhecemos como a palma das nossas mãos.
A etapa da descoberta é quando devemos descobrir qual seria o melhor caminho para empregar algo novo ou melhorar o que já existe em qualquer área, para qualquer objetivo. As possibilidades precisam ser vistas como inéditas, isentas de convicções, crenças e julgamentos, para que possam realmente inovar e transformar algo que já é conhecido como aperfeiçoado.
É importante fazer uma pesquisa de campo a fim de entender as reais necessidades do público e de que forma ele se relaciona com o ecossistema, criando empatia. Entrevistas, observação de cenários e participação nas experiências das pessoas contribuem muito para a compreensão do universo que as cerca.

Interpretação

Nessa altura do desenvolvimento, é preciso interpretar bem, questionando e explorando as informações coletadas. No design thinking, a pesquisa é fundamental para reunir um conhecimento mais aprofundado a respeito dos desafios que nos são confrontados.
Talvez esse seja o passo mais complicado do projeto, uma vez que é necessário formar uma convergência do pensamento, ou seja, é o momento em que as informações e as observações levantadas devem fechar a ideia, dando coerência ao que está sendo construído. Nesse ponto, já não há mais espaço para divergências, pois os dados devem manter um consenso.

Ideação

A etapa de ideação é o momento de explorar as possibilidades e deixar as ideias fluírem em torno de tudo o que foi reunido nas etapas anteriores. Primeiro, entendemos o cliente, elegemos o problema para oferecer a solução e, nessa fase, damos início à geração de alternativas inovadoras. Com um objetivo definido em mente, é preciso ter foco e aproveitar ao máximo cada ideia.
É importante ter o público-alvo muito bem definido para que as alternativas estejam perfeitamente alinhadas ao propósito traçado para ele. Por isso, o apoio da equipe multidisciplinar é essencial na busca de novos e variados pontos de vista.
Da mesma forma, é importante levar em conta a opinião de profissionais da área, do consumidor e de todos os demais envolvidos que possam colaborar para um resultado mais diversificado e relevante. Vale lembrar que, no processo do design thinking, não é produtivo fazer juízo de valor da ideia alheia para não inibir os participantes nem deixar algo interessante de lado.

Experimentação

Esse é o momento tão esperado: as ideias já ganharam substância, começam a tomar forma e, em seguida, a ser aplicadas a fim de validar tudo o que foi discutido nas fases anteriores. Para isso, todos os ajustes necessários são feitos antes de começar a aplicar ou produzir.
Muitos consideram essa etapa como sendo a última. No entanto, a experimentação pode ser testada com as outras, o que facilita o entendimento e a visualização do que virá em seguida. Nessa fase, a solução encontrada já tem potencial para criar verdadeiras oportunidades de negócio para as empresas. Portanto, quanto mais atenção for dada ao trabalho inicial, melhor é o resultado.

Evolução

Depois de ser ajustado e testado, com as devidas respostas positivas, o projeto já está apto para ser lançado — lembrando que o processo de desenvolvimento é incremental e contínuo, ou seja, poderá ser aperfeiçoado de forma constante. Isso acontece de maneira cooperativa, com todos os interessados, fornecedores, clientes, colaboradores internos etc.

Quais são as ferramentas de design thinking?

Durante todo o processo, é recomendado o uso de algumas ferramentas do universo do design, como: brainstorming, mapeamento mental, mapeamento da empatia e outras, que são aplicadas em cada uma das etapas conforme a necessidade. A seguir, vamos detalhar algumas das mais conhecidas para demonstrar de que forma é possível trabalhar com a abordagem:

Visualização

Em uma época de excesso de informações, o uso de representações visuais pode funcionar como um antídoto e ajudar a delinear melhor os pensamentos e as ideias no papel. Essa é uma maneira de dar o primeiro passo para concretizar uma realidade possível — um serviço, um produto ou outro tipo de projeto— sem se perder em um turbilhão de alternativas.

Mapeamento mental

A ideia proposta por essa ferramenta é proporcionar uma organização dos dados colhidos nas outras etapas. Por meio dessas informações, é possível compreender os insights e padrões criados a fim de dar embasamento à geração de ideias na fase de ideação.

Gamification

A técnica de gamification vem ganhando atenção nos mais variados setores para diversas abordagens. A performance dos jogos é entendida como um recurso muito eficaz para estimular a criatividade dos participantes. Por esse motivo, ela é introduzida nas dinâmicas de grupo, de forma lúdica, por meio de desafios que colocam a cabeça das pessoas para funcionar de maneira mais descontraída.

Mapa da empatia

Em um mundo com enorme necessidade de empatia, essa ferramenta serve para traçar e entender o estado emocional dos indivíduos e criar o projeto que melhor atenda aos seus desejos e necessidades.
A intenção é transpor, do plano das ideias para o papel, as emoções detectadas nas pessoas, encaixando cada uma em uma categoria específica, entendendo suas motivações, dores e sentimentos. Assim, é possível mapear a personalidade do indivíduo com todas as características dispostas em um único quadro, facilitando a análise para direcionar o projeto mais acertadamente.

Brainstorming

O brainstorming é a mais popular das ferramentas usadas em design. Sua aplicação normalmente é feita em grupos de, no máximo, dez participantes, e com a ajuda de um mediador durante a sessão. Essa dinâmica é realizada sempre de maneira lúdica e despojada, mas estruturada.
Durante o processo, é possível sugerir pesquisas nas mais variadas fontes de inspiração, como: filmes, livros, estudos de mercado, cases de sucesso etc. Essas fontes podem ser consultadas antes de reunir a equipe e servem para dar suporte ao fluxo de ideias, acrescentando informações.
É importante ficar atento a um detalhe fundamental durante as sessões: esse não é o momento de cortar ideias, por mais esdrúxulas que elas pareçam. Essa é a oportunidade de trazer tudo à tona para, depois, debater e selecionar as mais adequadas ao projeto em andamento.

Teste de premissas

O objetivo desse teste é identificar as premissas essenciais que sustentam a validade de um conceito aplicado ao novo projeto, ou seja, o que foi levantado como verdadeiro na ideia selecionada. Depois de definir esse aspecto, é preciso testar as premissas-chave a fim de averiguar se elas são válidas.
É necessário encontrar, com a máxima rapidez e o menor investimento possível, quais são os fatores que podem determinar o fracasso ou o sucesso do conceito estudado.

Cocriação com o cliente

Os clientes são os alvos principais na elaboração de um novo projeto, são a razão de todo o trabalho empregado. Portanto, nada melhor do que deixar o cliente envolvido diretamente no processo de construção do conceito, colocando-o em contato com a experimentação da ideia ou teste do protótipo.
Dessa forma, fica mais fácil criar algo que realmente atenda às suas perspectivas e necessidades reais. Afinal, eles são parte importante do processo criativo e, por isso, o ideal é que acompanhem sua evolução e participem na elaboração das funcionalidades.

Prototipagem acelerada

Prototipar é tornar uma ideia palpável, sair do abstrato para o concreto a fim de representar a realidade e promover validações, mesmo que de maneira simplificada. Se no teste de premissas os experimentos acontecem a nível mental, na etapa de prototipagem o modelo real permite aparar arestas e fazer ajustes com a participação do cliente/usuário na prática.

Aprendizagem

Nessa etapa é criada uma versão do produto ou experimento que proporcione ao usuário vivenciar a nova solução por um período de tempo mais prolongado. O intuito é confirmar as premissas-chave por meio dos feedbacks do cliente. Nessa fase os riscos são maiores e podem demandar do usuário alguma quantia como investimento.

Quais são os benefícios do design thinking?

É fácil perceber que não faltam bons motivos para apostar em uma estratégia baseada em design thinking a fim de transformar a sua empresa. Dentre eles, podemos pontuar: maior velocidade na implementação de novas ideias, suporte para preservar diferenciais competitivos, clareza durante a criação de novos serviços e produtos, diminuição dos riscos com melhor direcionamento dos esforços e investimentos, além da participação de equipes multidisciplinares que colaboram com experiências complementares. A seguir, detalhamos um pouco mais essas vantagens. Confira!

Proporciona um ótimo custo-benefício

O retorno de um investimento feito em empreendimentos criativos não é algo que se possa medir com exatidão. No entanto, se compararmos às vantagens que a abordagem proporciona, as despesas seguramente são muito baixas, afinal, são grandes as chances de aplicar o projeto com sucesso.
Já a expectativa de investimento é maior ao longo do tempo que em recursos financeiros imediatos. É provável que custe mais caro mudar toda uma cultura organizacional, adotar as práticas e absorver as mudanças exigidas para que se alcance os resultados desejados.

Apresenta respostas

A ferramenta é capaz de ativar estados mentais diferentes, auxiliando na resolução da causa dos problemas. Com a prática de questionamentos constantes, em um trabalho conjunto, se chega aos pensamentos convergentes com mais precisão.
Além disso, por meio de parâmetros práticos, fica mais acessível a comparação das alternativas disponíveis, facilitando os testes para escolher a quem apresentar a solução com maior valor agregado.

Estimula a criatividade

Muita gente ainda acredita que a capacidade criativa é algo inato — uma dádiva, por assim dizer. Ao contrário disso, hoje se sabe que ela pode ser plenamente desenvolvida se alimentada e bem direcionada.
O design thinking tem recursos para proporcionar esse impulso à criatividade por meio da sua estruturação, ferramentas e dinâmica. Ter a possibilidade de criar algo é o caminho para soluções inovadoras, inusitadas e eficazes.

Induz à empatia

Comportar-se de maneira empática é ser capaz de se colocar no lugar do outro, sentir o mesmo que ele, aprender como ele, desejar da mesma forma que ele. A solução de problemas buscada pela abordagem do design thinking na prática parte desse princípio — sempre com uma visão empática, colaborativa e multidisciplinar. A finalidade do processo é somar e contribuir com um olhar multifocal em torno das soluções.

Como implementar o design thinking na gestão de negócios?

O design thinking traz soluções inovadoras para tudo o que for possível imaginar e, quanto mais o projeto estiver voltado para a visão do cliente, mais preciso será o seu aprimoramento e a sua evolução.
Mas afinal, o que todo esse conhecimento avançado e transformador pode fazer na prática quando se trata de gestão de negócios? Vejamos algumas situações importantes a seguir:

Mantenha a atenção no atendimento

Não é preciso ser um expert para saber que o cartão de visita do seu negócio é, principalmente, quem atende o cliente, não é mesmo? Apesar dessa constatação não se tratar de nenhuma novidade, vale lembrar que o design thinking também pode contribuir com isso.
De que forma? Focando e engajando a equipe nos interesses do cliente. Assim, quanto mais esses elementos estiverem presentes, maiores serão as possibilidades de aplicar a abordagem e inovar. Afinal, desde o início, frisamos a necessidade de criar empatia com o público.
Quando os colaboradores de uma empresa conseguem coletar os dados necessários para desenvolver um projeto e se colocam de forma empática, as soluções são mais acertadas. Saber extrair as informações é crucial, já que a estratégia mais relevante é detectar as falhas do serviço ou produto, o que é mais produtivo quando o cliente é diretamente consultado.

Desenvolva a adaptabilidade

Talvez esse aspecto do design thinking se mostre um pouco desafiador para organizações que ainda prezam muito por regras. Um dos grandes méritos do método está justamente na capacidade de promover mudanças e implementar o novo. Por isso, é importante que os envolvidos em um projeto dessa natureza estejam abertos a mudanças.
O mundo está sempre mudando e, por isso, o que serviu muito bem até hoje pode se tornar obsoleto e improdutivo de uma hora para outra. Assim, não é interessante manter as coisas engessadas, especialmente quando se fala em design thinking. Esteja aberto às transformações e não espere para tomar essa iniciativa quando já for tarde demais e os clientes começarem e procurar por outra empresa.

Entenda cada erro como um aprendizado

É praticamente impossível realizar qualquer empreendimento sem cometer alguns erros. Isso faz parte do processo de renovação e toda mudança implica em riscos. É por essa razão que o design thinking está estruturado com tanto planejamento. Assim, é possível reduzir consideravelmente a probabilidade de falhas e se preparar melhor para consertar os rumos quando for necessário.

Pense nas pessoas antes de tudo

Nunca é demais frisar a importância de se preocupar com o bem-estar, a satisfação e a felicidade do usuário durante a execução de um projeto. Qualquer atitude deve priorizar isso, lembrando sempre de conduzir as decisões como se elas fossem destinadas a você mesmo, em todas as situações.
Teste até chegar na melhor alternativa possível, pois tudo pode ser melhorado e a evolução só acontece com a persistência e a prática.

Encoraje a geração de novas ideias

Mais uma vez, quebrar algumas regras é o melhor antídoto contra a monotonia e a obsolescência. Uma das coisas que mais travam a inovação é não permitir a liberdade de expressão dos colaboradores de uma empresa.
Por isso, entenda que grandes ideias aparecem durante momentos de humor, trocas e descontração dentro do ambiente corporativo, que devem ser criados e incentivados para fomentar a renovação.

Trabalhe com equipes multidisciplinares

Pontos de vista diferentes têm grandes chances de se complementar para a criação de algo inédito. Assim, a multiplicidade de ideias só tem a enriquecer o seu negócio.
Mantenha pessoas com experiências, tendências, atitudes e opiniões distintas e você verá como isso enriquece qualquer projeto com as múltiplas visões envolvidas. Por outro lado, a administração de possíveis conflitos deverá ser redobrada.

Como aprender design thinking?

Se você pretende desenvolver habilidades visando a aceleração de um processo de inovação, o primeiro passo é investir em um bom curso de design thinking. Empresas de sucesso recorrem a essa abordagem em seu dia a dia para solucionar problemas, propondo melhorias mais inteligentes e duráveis.
Em um mercado tão influenciado por rápidas e constantes mudanças, quem não se renova fica ultrapassado no mercado e perde muito para a concorrência, em qualquer setor. Diante dos inúmeros benefícios oferecidos por essa ferramenta, vale a pena fazer uma varredura nas opções existentes e escolher a que melhor atenda às suas demandas.
Como foi possível ver neste artigo, o design thinking pode solucionar diversos tipos de problemas. Basta adaptá-lo a cada caso e utilizá-lo estrategicamente para promover uma experiência mais satisfatória aos seus clientes, seja no nível cognitivo, estético ou emocional.
Em uma época na qual as pessoas estão priorizando as relações comerciais de forma mais humanizada, essa pode ser a solução ideal. O que antes era encarado como elemento artístico, agora é utilizado também no cenário corporativo, em uma tentativa de aperfeiçoar ambientes sempre encarados como frios e impessoais.
Atualmente, os empresários dos mais variados segmentos entendem que é possível chegar ao coração do consumidor colocando o design thinking em prática para valorizar mais o seu negócio e as relações humanas.
Como anda o seu modelo de negócio? Já considerou a possibilidade de ter um diferencial a mais implementando inovações transformadoras na sua empresa com o design thinking? Compartilhe essa ideia com os seus contatos nas redes sociais e observe a reação do público!

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