User experience: por que é importante para o mercado digital?

Você já deve ter ouvido falar em UX, não é mesmo? Mas você sabe porque o User experience é tão importante para as empresas do cenário digital? Confira (...)

Autor: Jéssica Lima

O User Experience (UX) tem ganhado cada vez mais espaço em vários tipos de projetos. No entanto, cada empreendimento tem as suas particularidades e não existe uma estratégia única a ser aplicada.
O sucesso do projeto depende da capacidade de o profissional trazer o usuário para o centro da proposta, alinhando as suas vontades, necessidades e expectativas com os objetivos do negócio. Por isso, o UX se destaca como um dos maiores métodos para o desenvolvimento de um produto, pois cria soluções que funcionam melhor para o usuário final.
A experiência do usuário abrange todo o ciclo de contato e relacionamento do cliente com o produto, marca ou serviço. Ela atua para que o consumidor se sinta sempre bem. Assim, ele permanece mais tempo com os serviços, torna-se mais receptivo a novas compras e atualizações, divulga a marca para conhecidos e contribui para a melhoria dos processos.
Para você não perder as tendências tecnológicas que promovem a evolução do mercado, preparamos este artigo com as principais informações sobre o User Experience. Entenda o que é, qual a importância e como atuar e se destacar na área. Boa leitura!

Afinal, o que é o User Experience?

User Experience (ou experiência do usuário, em português) é o termo que trata dos aspectos relacionados à interação do usuário com a marca, o serviço ou o produto. Enquanto área de estudo dentro das empresas, o UX existe para desenvolver técnicas e práticas que geram vivência positiva entre a organização e o consumidor.
Na prática, UX envolve diferentes aspectos de um negócio. É comum que ele seja associado à criação e à navegação em sites, aplicativos e afins. Porém, é importante levar a experiência do usuário a todas as áreas e pontos de contato. Tanto online quanto offline, é fundamental pensar de forma a beneficiar a relação que o empreendimento cria e mantém com o consumidor.
Para proporcionar uma experiência do usuário realmente boa, é necessário se basear em três pilares básicos:

  • facilidade: é importante se colocar no lugar do usuário final e avaliar se o serviço é fácil de entender e ser utilizado, assim como o que garante que ele vai entender suas funções e particularidades;
  • utilidade: procure pensar quão útil o produto ou serviço é para o consumidor e por que ele é necessário ou importante na vida dos clientes — e não só mais uma opção do mercado;
  • satisfação: o último ponto a ser analisado é se a experiência oferecida pelo produto ou serviço consegue despertar a satisfação e o prazer dos usuários.

Assim, é possível entender que o UX não se traduz apenas em telas bonitas. Não é somente deixando um sistema mais apresentável que vamos melhorar a experiência das pessoas que o utilizam. Afinal, de nada adianta ter uma bela interface se os problemas persistem.

Qual é a importância do User Experience na era digital?

Aplicar UX é indispensável para que os produtos e serviços sejam realmente relevantes e transformadores na vida das pessoas. Pesquisar, desenvolver e testar ideias com os usuários é uma ótima maneira de atingir esses objetivos. É necessário pensar que não somos o usuário e que a presença dele no processo de desenvolvimento é fundamental. Sem isso, o UX não é efetivo.
Quando a experiência do usuário está bem definida e otimizada, de acordo com as necessidades do projeto, é possível validar diversas soluções sem a necessidade de envolver uma linha de códigos. Com isso, o retrabalho diminui e o nível de satisfação do consumidor tende a aumentar.
O UX também permite entender quais são as restrições de cada projeto e como isso interfere na experiência do usuário. Dessa forma, é possível entregar um resultado que tenha avanços sustentáveis e coerentes aos princípios da marca.
A importância do User Experience é ainda maior para empresas jovens e em desenvolvimento, porque geralmente elas não têm uma reputação consolidada para se apoiarem. Muitas vezes, suas chances de sucesso são determinadas pela qualidade de suas plataformas online, desde que ofereçam aos potenciais clientes uma boa primeira impressão.
O mesmo princípio pode ser relacionado a organizações que têm apenas pequenos orçamentos. Ao alcançar as abordagens UX corretas, elas podem ser utilizadas para crescer e expandir mais rapidamente, fazendo com que lucros maiores sejam recebidos no futuro.
Afinal, quando pensamos em recursos online, a verdade é que um usuário toma a decisão de aceitá-lo ou recusá-lo em poucos segundos. Nesse caso, é necessário chamar a atenção de forma rápida e efetiva.

Como funciona o User Experience na prática?

Existem diversas ferramentas e tecnologias que ajudam a melhorar a experiência do usuário na prática. Conheça algumas delas a seguir.

Pesquisas de mercado e de campo

As pesquisas de mercado são ótimas oportunidades de conversar diretamente com os usuários. O estudo quantitativo é o melhor momento para ouvir a opinião de quem mais importa no processo.
Uma boa pesquisa de mercado promove um canal no qual os usuários podem opinar e falar livremente sobre suas experiências com produtos e marcas. Por isso, mesmo utilizando as tecnologias mais avançadas, é fundamental ter um questionário para melhorar sua UX.
Além do trabalho quantitativo, também é importante realizar pesquisas mais profundas. Ir a campo e buscar o usuário ajuda a acompanhar bem de perto a maneira como a interação acontece. Essas análises exigem um alto nível de observação, e os resultados podem surpreender.

Teste de usabilidade

Esse teste é usado para entender a facilidade com que um produto ou serviço é utilizado por um grupo de pessoas representativas. Em geral, o trabalho envolve a análise dos usuários enquanto eles tentam realizar tarefas e pode ser feito para diversos tipos de projetos, desde artigos físicos até interfaces da web.
Muitas vezes, os testes são feitos repetidamente, desde a criação inicial até a liberação do produto. O principal objetivo e a maior vantagem dessa avaliação é identificar gargalos e localizar problemas de usabilidade de um projeto o mais cedo possível. Dessa forma, é possível corrigir as falhas antes que o design seja implementado ou produzido em massa.

Design colaborativo e cocriação

As empresas que desejam proporcionar experiências positivas e marcantes sabem a importância das metodologias de design colaborativo. Essa abordagem participativa permite à equipe planejar junta as melhores soluções.
O método interativo ajuda a organização a criar uma compreensão compartilhada dos problemas de design e do produto final. Ele proporciona os meios para que os times trabalhem juntos para decidir quais elementos e funcionalidades da interface geram melhor o recurso que desejam criar.

Testes A/B

Esse teste é usado para comparar duas ou mais opções de qualquer ponto do seu produto ou negócio, com o objetivo de melhorar as conversões. Para isso, é possível trocar a cor de um botão e analisar se isso aumenta o número de cadastros no site.
Mesmo que o foco seja converter mais, a experiência dos usuários também conta muito durante esse processo. A maior captação é facilmente relacionada a um User Experience aprimorado e mais agradável para o consumidor.

Por que investir na área de User Experience?

Quando o assunto é UX, não devemos pensar em gastos, mas sim em investimento. Entenda os motivos pelos quais a área contribui para o fortalecimento da marca e o crescimento do negócio.

Maior taxa de conversão

Pensando em um e-commerce, o site deve apresentar navegação bem direcionada, processos simples e elementos que chamem a atenção dos usuários (especialmente visuais e de comunicação). Assim, cada visitante tem uma vontade maior de fazer suas compras no ambiente em que ele se identifica.
As técnicas de UX são capazes de usar a própria arquitetura do site como uma ferramenta de conversão. É importante encurtar o caminho entre interesse e compra com a redução dos passos e a elaboração da experiência como algo fora do que já é oferecido pelo mercado — ou seja, único.

Divulgação espontânea

Após a conversão, chega o momento de avaliar o que o novo cliente pode trazer de valor para a sua estratégia. Um bom processo de UX é também uma maneira de transformar usuários em divulgadores.
Quando vivemos um sentimento diferente ao entrar em contato com um produto ou serviço, queremos compartilhar aquela emoção. Por isso, investir em UX significa ter mais visão de futuro sem precisar elevar o investimento em publicidade paga.

Satisfação dos consumidores

Investir em UX gera a recompensa de uma escolha bem-feita. O consumidor opta pela sua marca e, em troca, sai realizado. Isso o motiva a voltar no futuro, falar para familiares ou amigos sobre o empreendimento e cria um relacionamento forte com o produto ou serviço.
É por esse motivo que o segredo de um bom UX é saber se colocar no lugar do usuário. O ponto que interessa é saber identificar as suas necessidades e resolvê-las de forma eficiente, ágil e cativante.

Fidelização de clientes

O segredo de uma boa User Experience é encantar o cliente de forma que ele queira voltar para a marca, mesmo que não existam vantagens específicas de fidelização — como cupons de desconto ou programas de pontos.
O segredo está em equilibrar surpresa e familiaridade. Pessoas tendem a se sentir bem quando cumprem processos simples e recompensadores. Com isso, elas preferem visualizar novamente o resultado de uma boa compra, mesmo que um concorrente ofereça um produto ou serviço similar por um preço menor.

Quais são os profissionais que trabalham com User Experience?

Como o User Experience envolve toda a jornada do usuário, a área é multidisciplinar. Isso significa que os designers ou analistas de UX vêm de diversas origens, como design visual, programação, engenharia, psicologia, jornalismo, entre outros.
Projetar para usuários também significa que você deve trabalhar com um objetivo maior em relação à acessibilidade e considerar as limitações físicas de muitos consumidores em potencial, como a leitura de texto em pequenos espaços.
As atividades desenvolvidas por um analista de UX variam, mas geralmente incluem pesquisa de usuários, criação de personas, design de wireframes, desenvolvimento de protótipos e testes. Essas demandas sempre exigem que os profissionais entendam os usuários e mantenham as necessidades deles dentro de todo o desenvolvimento.
É por isso que pessoas de diferentes áreas podem trabalhar com User Experience. Cada profissional auxilia nos processos por meio de uma vivência e conhecimentos únicos, com objetivo de trazer soluções para os problemas dos usuários.

Vale a pena se qualificar em User Experience?

Separamos alguns motivos para você entender por que vale a pena se qualificar na área. Vamos lá?

Abundância de vagas

User Experience é um setor que está em constante expansão. Esse crescimento é devido ao grande número de empresas, startups e consultorias que buscam por inovação. Nesse cenário, o profissional que entende de UX tem grandes vantagens.
Afinal, ele tem um papel muito importante nesse caminho de inovação, pois é quem consegue facilitar e executar parte do processo criativo. Além disso, a quantidade de vagas disponíveis (dentro e fora do Brasil) é muito maior que o número de profissionais disponíveis para trabalhar.

Possibilidade de trabalhar em casa

Muitas oportunidades para atuar como analista de UX ou UX Designer são vagas remotas. Isso significa que você pode trabalhar em casa ou em qualquer lugar do mundo. Inclusive, algumas empresas já eliminaram completamente os espaços físicos.
No entanto, esse tipo de trabalho pode não ser para todos. É necessário ter um nível alto de disciplina e senso de responsabilidade para atuar fora de um escritório. Por outro lado, a experiência chega a ser muito boa para quem não gosta de perder tempo no transporte, por exemplo.

Muitas oportunidades como freelancer

Existem empresas que ainda não se interessam em contratar um profissional de UX fixo. Por isso, as oportunidades para atuar como freelancer também são muito abundantes. Em geral, é possível realizar trabalhos pontuais como:

  • executar testes de usabilidade;
  • realizar um Design Sprint;
  • fazer pesquisas com usuários.

Muitas dessas funções são remotas, mas algumas podem ser presenciais. Até mesmo o mercado UX internacional busca por esse tipo de trabalho. Para encontrar essas vagas, é possível usar as redes sociais e se cadastrar em sites específicos. Quanto maior o seu conhecimento na área, mais bem remunerado você será.

Proximidade com inovação, tecnologia e futurismo

Quem gosta de assuntos tecnológicos vai se encantar pela área do UX. Entre os processos para trabalhar com User Experience estão:

  • aprender ferramentas novas;
  • entender como fazer a melhor pesquisa com usuários;
  • dominar a tecnologia;
  • adaptar-se ao fluxo de trabalho em uma empresa digital.

O desenvolvimento de novas tendências — como a Inteligência Artificial — faz com que o setor receba desafios constantes. É por isso que a qualificação em UX deve ser constante.

Quais são os cursos relacionados à área de User Experience?

Como vimos, profissionais de diversas áreas podem atuar com User Experience. Porém, alguns cursos são mais indicados para quem quer já iniciar a carreira atuando como analista de UX. Confira!

Graduação

A graduação é uma das primeiras ideias que temos ao pensar em ingressar em uma nova profissão. A maneira mais tradicional de começar a carreira em UX é por meio de um curso superior em Design. Outras boas opções são tecnólogo em Banco de Dados, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Sistemas da Informação, entre outros na área da tecnologia.
Esse tipo de curso permite uma grande imersão e aprendizado de diversos conteúdos. No entanto, a formação requer mais tempo de dedicação do que um curso livre, por exemplo — embora muitas empresas ainda exijam o diploma de nível superior.
Essa formação é bem completa e fornece um repertório mais robusto. Como universitário, você pode fazer estágios na área de User Experience, colocar o aprendizado em prática, construir um portfólio e vivenciar o mercado de trabalho.

Pós-graduação e cursos livres

A pós-graduação é uma opção interessante para quem já tem alguma graduação e quer se aprofundar em User Experience. Uma ótima opção é:​ Arquitetura da Informação e UX.
A área está em constante expansão e a Arquitetura da Informação tem como objetivo melhorar a usabilidade e simplificar a busca dos usuários em sites, aplicativos, softwares e intranets. O objetivo é garantir que a experiência e a interação com os sistemas sejam as melhores possíveis.
Existem também opções de cursos livres e de curta duração para quem deseja conhecer um pouco mais sobre a área. Em geral, eles são focados em um único assunto e ajudam a ter um retorno mais imediato.
É importante que eles disponibilizem um certificado e que o conteúdo seja ministrado de forma clara. Assim, você pode conhecer um novo tema, atualizar-se, melhorar o currículo e aprimorar suas qualidades.

Como escolher uma boa instituição de ensino na área?

Primeiramente, é importante buscar uma instituição que seja referência nas áreas de Design, Tecnologia da Informação e Gestão. Os cursos devem preparar os alunos para os desafios do mercado de TI, com a ajuda de um corpo docente de mestres e doutores com ampla experiência profissional.
A infraestrutura deve ser moderna e contar com salas de aula e laboratórios equipados. Uma boa dica é checar a avaliação do Ministério da Educação (MEC) e se os cursos são estrelados no Guia do Estudante.
Parcerias com grandes empresas são fundamentais para que a faculdade ofereça a melhor formação para os seus alunos. Com relação à metodologia de ensino, ela deve estar alinhada com as tendências tecnológicas.
Um exemplo são as tecnologias que utilizam a lousa digital para otimizar a experiência dos alunos e permitir que eles consultem os conteúdos da sala de aula onde e quando quiserem. Isso facilita o ensino e estimula o engajamento dos estudantes.
Essas lousas eletrônicas capturam cada ponto das aulas presenciais, como escrita dinâmica, voz, vídeo e navegação do professor. Com isso, você pode manter o foco nas explicações da matéria durante toda a aula, o que torna o tempo em sala mais produtivo e facilita o entendimento do conteúdo.

O que fazer para ter sucesso no trabalho com User Experience?

Conhecimentos avançados em programas como Photoshop, Sketch, Illustrator e Axure são essenciais para ter sucesso na área. No entanto, ferramentas mudam com frequência e a cada ano surgem aquelas que chegam para revolucionar os processos.
Por isso, é fundamental desenvolver também competências do tipo soft skills, como as apresentadas a seguir.

Empatia

Essa é a habilidade básica para qualquer profissional da área. É a capacidade de se colocar no lugar do outro para entender seus sentimentos, pontos de vista e necessidades, sem julgamentos. Para atender as vontades e entregar a melhor solução para o usuário, é fundamental entender o que ele quer e ver o mundo da forma que ele vê.

Curiosidade

A curiosidade é a base do humor, da inteligência e da conexão humana, além de ser o ponto de partida para a inovação. Sem isso, não é possível criar nada novo. O profissional da área deve ser curioso e estar sempre buscando novos conhecimentos para que seu trabalho seja diferenciado e não apenas mais do mesmo.

Comunicação

Ter uma boa comunicação para conversar com todas as partes que participam do projeto é um grande diferencial. Tanto a comunicação verbal quanto a escrita devem ser desenvolvidas como quesito fundamental de trabalho. O profissional de UX que não sabe se comunicar com o restante do time tem grandes chances de entregar um resultado desalinhado ao time.

Trabalho em equipe

Criar um ambiente passível de colaboração é uma das maiores virtudes do profissional de UX. Como ele dificilmente trabalha sozinho, é importante ter boas relações interpessoais, saber valorizar opiniões, compartilhar ideias, documentar tarefas, participar de reuniões e assumir a responsabilidade dos erros. Afinal, o sucesso do time depende do engajamento das pessoas e de uma liderança eficiente.

Flexibilidade

O mercado muda com frequência e, por isso, ser flexível é essencial. Quem acompanha as transformações tem mais chance de superar dificuldades e desafios que a profissão impõe. Essa característica também permite que você elabore novas soluções a partir de diferentes contextos e referências.
O User Experience deve ser centrado no usuário, mas sem deixar de lado as características e necessidades do negócio. Hoje, as empresas e os profissionais que desconhecem a importância do UX tendem a perder cada vez mais espaço para a concorrência. Além disso, esses negócios podem paralisar e sofrer dificuldade para permanecer no mercado.
Gostou do assunto e quer se aprofundar ainda mais? Então, não deixe de ler o nosso Guia sobre Psicologia e UX Design: por que e como essas áreas estão relacionadas

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