Geração Y, X e Z: como se relacionam com o trabalho e a tecnologia?

Uma realidade vem transformando o ambiente de trabalho, está entre as tendências de mercado e apresenta um grande potencial para transformar os relacionamentos (...)

Autor: Rogério Ramalho

Uma realidade vem transformando o ambiente de trabalho, está entre as tendências de mercado e apresenta um grande potencial para transformar os relacionamentos profissionais: a diversidade etária que surge com a convivência entre pessoas da geração Y, geração Z e geração X — além dos Baby Boomers.
Mas muito se engana quem pensa que essa convivência desencadeia basicamente em uma série problemas: a realidade é outra. Ainda que o conflito de gerações seja percebido, ele também agrega uma série de benefícios que vem se mostrando interessantes para todas as faixas etárias.
Para entender como é a relação das gerações profissionais existentes, leia este conteúdo até o final! Vamos explicar quais são as características das gerações X, Y e Z, além de falar sobre quais os impactos que podem ser percebidos tanto na tecnologia quanto nas formas de gestão.
Se você quer entender como cada profissional, por sua geração, se envolve com as tecnologias e com a transformação digital, este conteúdo é para você. Vamos apresentar tudo isso e um panorama do mercado. Boa leitura!

Geração: o que há por trás do conceito?

Pessoas que nascem e vivem em um mesmo período de tempo: assim pode ser definida uma geração. O conceito reúne um grupo que foi, ou ainda é, impactado pelo mesmo contexto social e econômico. Por essa razão, esses indivíduos aprendem os mesmos princípios, passam pelas mesmas mudanças e compartilham dos mesmos ensinamentos.
Compartilhar a vida em meio a um mesmo tempo, aliás, gera impactos. As experiências, os gostos e até mesmo as formas de encarar os problemas e as conquistas tendem a ser similares entre indivíduos de uma mesma geração.
É por essa razão que esse recorte de tempo que divide as gerações, no entanto, não é determinado por uma única regra clara.

Para entender melhor a divisão entre gerações

Comumente, um período de cerca de 25 anos divide gerações — por ser o tempo necessário para que uma dê início à outra (ao ter filhos). Contudo, com o ritmo acelerado das tecnologias e de outras mudanças comportamentais, o padrão vem mudando para, em média, 20 anos.
Isso significa que gerações coexistem. Contudo, alguns grupos têm similaridades e dividem experiências nas instituições de ensino, nos ambientes de lazer, no círculo profissional e também no ambiente familiar.
São elas as 5 grandes gerações:

  1. Tradicionalista;
  2. Baby Boomer;
  3. geração X;
  4. geração Y;
  5. geração Z.

E na prática, como isso acontece?

Conheça a geração Tradicionalista

Pouco citada nos dias atuais, a geração tradicionalista é aquela composta por pessoas que nasceram até 1946. O recorte abrange três gerações: a perdida, a grande geração e a silenciosa.
Em todos os casos, os Tradicionalistas abrangem pessoas altamente ligadas à antigas tradições, que tiveram suas experiências de vida marcadas pelas consequências de duas grandes guerras mundiais — entre a fome, o desemprego e o sofrimento.

Entenda a geração Baby Boomer

Em seguida, há a geração Baby Boomer. Ela abrange as pessoas que nasceram entre 1946 e 1964. Por isso, está ligada ao grande número de nascimentos que foram registrados logo após o final da Segunda Guerra Mundial. Era um momento de esperança e que afetaria fortemente a geração futura.
Com perspectiva de prosperidade e tempos de paz, os Baby Boomers fizeram nascer uma leva de profissionais competitivos e leais às empresas. Outra característica é o desejo por estabilidade e segurança. Porém, com as gerações X, Y e Z, o mercado de trabalho viu nascer uma leva de profissionais diferentes.
Valores e percepções de mundo distintas, com características e influências diversas, fizeram com que cada geração construísse uma forma própria de encarar a carreira e as tarefas inerentes ao trabalho.
Quer ter uma visão completa sobre as mais recentes gerações? Vamos explicar, a partir de agora, quais são as principais características que impactam a vivência profissional nos dias atuais e o que é importante entender para alcançar o sucesso profissional em tempos tão tecnológicos.

Geração X: o que é preciso saber?

A geração X foi a primeira a entender a grande importância do equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Nascidos entre 1965 e 1981, de acordo com grande parte dos especialistas, esses indivíduos foram impactados por muitas incertezas, como os riscos de uma nova grande guerra.
Como uma geração que alcançou a maioridade nos anos 80, esse grupo é, muitas vezes, atrelado aos personagens do seriado Friends — assim como aqueles que eram fãs do seriado Arquivo X. Não é de se estranhar, então, que o cinismo seja uma das características comportamentais identificadas.
A geração X é considerada bastante independente. Com uma crescente afinidade com a tecnologia, representa um recorte da população que passou a dominar o uso dos computadores — que foram incorporados à rotina das tarefas profissionais. Celulares, gadgets, assim como a Internet e o e-mail, foram inseridos na vida.
Na prática, esses comportamentos foram identificados:

  • com uma busca por produtos de qualidade;
  • na valorização da individualidade e da liberdade;
  • no desejo de estabilidade mental e profissional.

Como outro fator marcante para a geração X está a inserção das mulheres no mercado de trabalho e a crescente quebra de paradigmas que atingiram até a relação com o trabalho.

Como é a geração X no trabalho?

No trabalho, três características principais da geração X podem ser identificadas. Em geral, o profissional:

  • acredita na recompensa por mérito;
  • apresenta forte respeito pelas hierarquias;
  • enfrenta desafios com bastante coragem.

Mas é na estabilidade financeira, no desejo de colocar dinheiro no bolso e na dificuldade de encarar mudanças que estão dois pontos determinantes para o perfil da geração X.
Ainda assim, é considerada a primeira geração com uma veia empreendedora. Por isso, suas características e desafios foram determinantes na formação da turma que veio em seguida.

Geração Y: como se comporta?

Ora chamados de Millennials, ora de geração Y, são aqueles que nasceram entre os anos 80 e o começo dos anos 90, e são parte de um grupo que foi fortemente impactado por avançados tecnológicos — mais ainda que seus antecessores.
Enquanto a geração X teve um começo na era analógica e precisou aprender a ser relacionar com os computadores e com a Internet, tudo aconteceu de maneira bem mais orgânica para os Millennials. Desde sempre, essas pessoas puderam aproveitar as facilidades da conectividade e dos novos serviços que foram criados com o campo digital.

Millennials: a geração do novo milênio

Com a virada do milênio, não apenas a explosão de novas tecnologias ampliou as possibilidades do mercado. Houve um outro fator determinante para as características de tal grupo: a prosperidade econômica.
Com o mundo vivendo uma época bastante positiva nas esfera de desenvolvimento, as mazelas dos tempos de guerra foram substituídas por uma ampla sensação de potencial de crescimento inesgotável.
Mas nem tudo foi — e tem sido — fácil para a geração Y. Com a Internet, as novas tecnologias e os primeiros sinais da transformação digital, o mercado de trabalho foi convertido em outro formato. Novas profissões surgiram, muitas foram assimiladas pela automação de processos, enquanto outras acabaram substituídas. Nisso, o conceito de soft skills e hard skills começou a ser percebido, mesmo que de maneira incipiente.
Superexpostos à informação, a geração Y aprendeu a ser multitarefa. Com um otimismo contagiante e uma forte vontade de aprender, esses jovens saíram da escola com a sensação de que o crescimento rápido é possível. Por isso, a impaciência e falta de foco foram identificados.

Os comportamentos da geração X determinaram o perfil da geração Y

A geração X cresceu em meio a crises econômicas e dificuldades financeiras — causadas pelo desemprego e pela instabilidade desencadeada por sucessivas crises. No entanto, quando chegou a hora de criar (e educar) a geração Y, foi recorrente um processo de extremo cuidado e altos investimentos nos filhos.
Os pais da geração X perceberam nos filhos, da geração Y, uma chance de estruturar um futuro melhor para a família. Por isso, não pouparam gastos com cursos, prêmios e outras ferramentas de reconhecimento, até então pouco exploradas.
Esse tipo de comportamento teve um efeito muito significativo na relação da geração Y com o mercado.

Como é a geração Y no trabalho?

Alguns comportamentos podem ser percebidos na geração Y. Entre e eles:

  • capacidade de exercer várias funções ao mesmo tempo;
  • ambição e desejo de rápido crescimento profissional;
  • busca por reconhecimento financeiro;
  • facilidade para assimilar novas tarefas.

Porém, os impactos do grande volume de tecnologias, do comportamento dos pais direcionado ao reconhecimento fácil e da velocidade do acesso às informações trouxeram alguns pontos de atenção para a geração Y.
É recorrente que, na vida pessoal e no mercado de trabalho, essas pessoas possam ser classificadas como apresentando:

  • dificuldade para receber ordens;
  • pouco aprofundamento nos acontecimentos;
  • superficialidade nos relacionamentos;
  • competição extremada;
  • individualismo exacerbado.

Grande parte da geração Y vive, hoje, a busca por felicidade e satisfação pessoal. Virou uma questão de fazer o que se gosta e também o que dá dinheiro.
Por isso, preocupam-se com o futuro do mundo e querem tirar máximo proveito do potencial gerado pelos indiscutíveis avanços tecnológicos.
Mas afinal, o que aconteceu em seguida com a geração que surgiu a seguir? Vamos falar sobre a geração Z — conhecida como os plurais.

Geração Z: o que define?

Nascidos entre os meados de 1990 e os anos 2010, a geração Z foi a primeira a ser classificada como nativa digital. Ou seja, tiveram contato com as novas tecnologias desde os primeiros dias de vida.
A facilidade para acesso às tecnologias, desde os primeiros anos de vida, fez com que as pessoas da geração Y fossem chamadas também de iGeneration.
Com um grande acesso à informação, desenvolveram habilidades de tolerância e respeito, assim como assimilaram uma vontade constante de melhorar o mundo. Não é de se espantar que, por isso, começaram a empreender em busca de uma vida com mais sentido.
Porém, se a geração X viveu tempos de glória financeira, as geração X e Y têm algo em comum. Elas precisam aprimorar suas habilidades para vencer os desafios que surgem com as tensões político-econômicas que impactam o mercado de trabalho.
Dessa forma, uma sensação de insegurança mexe com aqueles que não conseguem se enxergar nos novos rumos que vêm sendo tomados pelas profissões.
As evoluções tecnológicas, constantes e crescentes, trouxeram a 4.ª Revolução Industrial. Com ela, profissões e práticas até pouco tempo atrás inimagináveis. Então, a forma de atuar da geração Z carrega algumas características muito peculiares.

Como é a geração Z no trabalho?

A geração Z, no geral, entendeu que os formatos de trabalho foram modificados. Por isso:

  • acredita na flexibilização das relações profissionais;
  • busca um trabalho plural;
  • entende a Internet como parte da carreira.

Com isso, a geração Z e a geração Y compartilham de alguns sentimentos muito próximos sobre a vida e carreira. Ainda assim, para os mais jovens, o desapego e a busca por um propósito é algo que tem o seu efeito potencializado.
É natural, então, que a vontade de empreender e de transformar o mundo tenha alcançado níveis poucas vezes vistos antes.
A verdade é que entre as gerações X, Y e Z, tudo mudou — tanto no mercado de trabalho quanto nas formas de buscar o desenvolvimento profissional. As mudanças tecnológicas foram o ponto de partida para alterações na forma de gerir empresas e de lançar serviços e produtos. É o que se tem com o surgimento das startups.
A partir de agora, vamos falar sobre como as principais gerações que coexistem no mercado de trabalho, atualmente, se relacionam com o uso da tecnologia.

Startups: fruto do empreendedorismo da geração Y?

Quando falamos sobre a geração Y e a geração Z, logo nos vem à mente a afinidade com o empreendedorismo.
Aliás, uma pesquisa sobre os Millennials indicou que, pelo otimismo e a relação com a tecnologia, tal geração era a mais propensa e aberta a empreender. Esse, aliás, era parte do perfil profissão da geração Y.
Quando se fala em empreendedorismo, é quase automático pensar em startups. O termo surgiu para especificar a presença e o posicionamento de um tipo específico de empresa no mercado.

Como nasceram as startups

No início dos anos 90, entre a transição da geração Y para a geração Z, o mundo vivenciava os primeiros sinais da chamada bolha da Internet. As empresas baseadas na web desencadearam em um aumento significativo das ações das empresas digitais, afetando o mercado e, claro, o mundo.
Mas foi no mesmo período que, no Vale do Silício — na Carolina do Norte, nos Estados Unidos — surgiam grandes empresas, com objetivo de transformar as nossas formas de viver, trabalhar e comunicar.
Negócios como a Microsoft, o Google e a Apple são apenas alguns dos nomes de ideias que nasceram pequenas, mas ficaram gigantes. Entre incertezas, venceram os riscos, ousaram e transformaram o incerto em negócios altamente sustentáveis.
Ou seja, as startups incluem em seu conceito:

  • a inovação;
  • ideias disruptivas;
  • afinidade com a tecnologia;
  • potencial para crescimento.

Outros pontos também fazem parte de uma startup, entre eles o potencial para escalabilidade. Essas ideias inovadoras precisam ser sustentáveis, ainda que sejam criadas em meio a tantas incertezas. Afinal, esse tipo de negócio deve ser capaz de entregar lucro — o que é tão necessário para a geração Y.

Como as startups e a geração Y se complementam?

Enquanto a geração Y busca o sucesso profissional e recompensas por meio da conquista financeiras, as startups têm um grande potencial para tal. Sem dúvidas, conseguir se estabelecer no mercado, crescer e se destacar são alguns dos muitos desafios desse modelo de negócios. Para a geração Y, isso não é um problema.
Com a tecnologia apresentada como uma possibilidade para transformar as carreiras das gerações X, Y e Z, a relação com o trabalho, para os mais jovens, passou a ser a de uma busca por novos rumos profissionais — seja trabalhando em um novo modelo de negócio de uma startup, seja criando uma empresa nesses moldes.
Nesse sentido, o conceito dessas empresas se desenvolveu com o tempo. Chegou ao ponto do surgimento da startup enxuta, criada sob a forma de metodologia para potencializar os resultados do empreendedorismo e minimizar as possíveis perdas da inovação.

Startup enxuta: validando o crescimento com ajuda da tecnologia

Para que um negócio cresça, é necessário que ele seja testado de maneira sistemática. Porém, os métodos de validação não podem desgastar uma ideia ao ponto de ela se tornar insustentável. É por isso que a ideia de startup enxuta, idealizada por Eric Ries, faz tanto sucesso.
O conceito está relacionado com a ideia de lean manufacturing, ou manufatura enxuta, tão conhecida nos modelos de administração japoneses.
A ideia central é reduzir desperdícios e aumentar o valor do que é criado. Mas de que maneira isso acontece? Por meio da fórmula “tentativa e erro” aplicada de forma acelerada. Ou seja, a busca por uma solução atrativa é levada ao extremo — por exemplo, no lançamento de um produto ou um serviço que possa suprir uma lacuna do mercado e melhorar a rotina do público consumidor.
Porém, ao contrário da ideia da validação extrema, a experimentação é incentivada. São realizados brainstormings constantes para que o produto chegue o quanto antes ao mercado.

Startup enxuta e geração Y, uma sinergia perfeita

Para as gerações X e Y (mas principalmente para os Millennials), não há tempo a ser perdido. Acostumados ao ritmo acelerado da mudança, essas pessoas aprenderam a buscar o crescimento de maneira constante e sistemática. Por isso, a recorrência e a agilidade são parte do perfil do profissional que tem a veia empreendedora.
Ainda assim, com a startup enxuta, a segurança da ideia e a escalabilidade são levadas a sério. As hipóteses de crescimento precisam ser validadas e os lançamentos devem ter um caminho que passe pelo compartilhamento viral de uma ideal, a recorrência e a clareza quanto aos custos do crescimento.
Mas qual perfil de profissional se encaixa nesse tipo de mercado?

O perfil do profissional que atua em startups

Para quem quer trabalhar em uma startup, é importante saber que as hierarquias não são tão delimitadas e, comumente, há uma forte cultura do feedback. Além disso, é necessário estar preparado para constantes mudanças e os processos que, dessa forma, não são tão rígidos.
O profissional que quer se destacar em uma startup, principalmente nos moldes da startup enxuta, deve ser multidisciplinar. Conectado, consegue conquistar mais espaço quando consegue desenvolver trabalhos diversos e contribuir com toda a estrutura — e não apenas para a sua rotina em questão.
Por isso, administrar uma startup não é tarefa simples. Mas está muito alinhado aos objetivos da geração Y.

Startups e Millennials: complementares ou não?

Entre a busca por uma vocação ou mercado, não existe uma simples receita de sucesso. As fronteiras entre as gerações X, Y e Z não estão evidentes e, com o ritmo acelerado das transformações sociais, já não é mais tão simples colocar em caixas grandes grupos de pessoas.
Mas alguns pontos são evidentes. A relação com a tecnologia é parte da vivência profissional tanto da geração Y quanto da geração Z. Para a geração X, ainda é algo a ser continuamente aprimorado — principalmente pensando nos impactos que a transformação digital vem trazendo para o mercado de trabalho.
Daqui pra frente, é de se esperar que as gerações que coexistem, trabalham juntas e desenvolvem projetos sejam capazes de aprimorar continuamente a relação entre tecnologia e mercado. Com as startups, é evidente que isso vem sendo feito de forma brilhante.
Enfim, as inovações tecnológicas moldaram os comportamentos das gerações e impactaram os profissionais no mundo corporativo. A geração Y sabe o que precisa ser feito. Para a Z, o desafio é conseguir equilibrar o uso da tecnologia com os conhecimentos e operações que não podem ser automatizados. Enquanto isso, para a X, o caminho é de contínua melhoria da relação com as máquinas e processos digitais.
Chegamos ao final do conteúdo com uma visão macro sobre a relação da geração Y, X e Z com o trabalho e a tecnologia. Que tal aproveitar e descobrir como alavancar o seu desenvolvimento na carreira? Baixe o nosso e-book. Preparamos um guia completo para que você alcance os seus objetivos profissionais!

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