5 melhores práticas de compliance em TI

O conceito de Compliance em TI é atestar que a empresa vai cumprir com as normas reguladoras e as leis por meio da adoção de melhores práticas.

Autor: Redação Impacta

A Tecnologia da Informação (TI) é uma importante base da nossa sociedade. Sem ela, atividades que são consideradas primordiais não poderiam ser realizadas com tanta facilidade. No entanto, implantar soluções computacionais, softwares ou sistemas de trabalho sem analisar os impactos legais pode causar grandes prejuízos a uma empresa. Para evitar problemas, é importante aplicar práticas de compliance em TI.

Atitudes equivocadas geralmente colocam gestores em situações arriscadas. Além disso, novas tecnologias surgem a cada ano e fazem com que o mercado fique mais exigente em relação às prestações de serviço de um negócio, independentemente do seu ramo de atuação ou porte.

Nesse contexto, é muito importante conhecer o que é compliance e qual é a sua relação com a TI. Com o uso cada vez maior de tecnologias disruptivas em diferentes setores das empresas, é fundamental seguir esse conceito. Continue a leitura e saiba mais!

O que é compliance em TI?

Compliance é uma palavra da língua inglesa que pode ser traduzida como conformidade. O objetivo desse conceito é atestar que a empresa vai cumprir com as normas reguladoras e as leis por meio da adoção de melhores práticas. Isso significa que a organização passa a agir de acordo com as regras definidas pelo mercado.

Essa prática ajuda a modernizar os processos e a evitar sanções e multas. Da mesma forma, a companhia garante um posicionamento estratégico e ético, o que amplia sua vantagem competitiva diante dos concorrentes.

Na área da Tecnologia da Informação, o compliance atua de forma abrangente. Além de cuidar da parte referente à transformação digital, que muitas vezes se relaciona com a legislação, o compliance em TI também se refere à segurança dos dados e das ações relacionadas, como tecnologias e políticas de acesso que evitam fraudes e ataques.

Um exemplo dessa condição é o monitoramento de e-mails, no qual a responsabilidade é da empresa, de acordo com a determinação judicial.

É importante salientar que o compliance é um dos alicerces da governança corporativa. Apesar disso, o segundo conceito trata de métodos e políticas que conduzem o trabalho do gestor da inovação e ajudam a controlar e a planejar o uso da TI — no caso desse trabalho específico.

Já as boas práticas ajudam a moldar a empresa às normas existentes. O compliance em TI refere-se, portanto, a um cumprimento maior às determinações externas. Dessa forma, essas duas atividades são complementares.

É essencial que toda empresa esteja atenta às leis relacionadas ao compliance voltado para a TI. Entre elas, estão:

  • Marco Civil da Internet;
  • Lei Home Office e Teletrabalho;
  • Lei de Software;
  • Provas Eletrônicas;
  • Lei de Direitos Autorais;
  • Lei Anticorrupção.

Quais as melhores práticas de compliance em TI?

Existem várias práticas aconselhadas para manter o compliance em TI. Confira! 

Compilance TI

1. Usar as ferramentas corretas

Experimente o Cloud Computing, pois suas soluções reduzem os custos envolvidos em cada atividade e o trabalho das equipes. As ferramentas que utilizam a computação em nuvem também facilitam a implementação do compliance, pois as normas tendem a mudar com frequência e essa tecnologia garante a adesão da empresa às orientações.

Afinal, cada alteração exige que novos aplicativos sejam desenvolvidos ou que os sistemas sejam modificados. Nesse sentido, o cumprimento às determinações garante menos custos e riscos.

2. Investir no Software As A Service (SAAS)

Essas ferramentas reforçam o compliance porque criam um conjunto de dados que pode ser acessado sempre que necessário. Com isso, os gestores podem consultar os requisitos essenciais às normatizações, monitoramento de sistemas, políticas de segurança e indicadores de cumprimento das medidas.

3. Utilizar ferramentas para o monitoramento de TI

Essa ação ajuda a controlar a infraestrutura, além das experiências e aplicações dos usuários. Assim, é possível eliminar a baixa eficiência operacional e ter uma visão simplificada, o que ajuda a aumentar a produtividade e encontrar falhas.

Com isso, é possível focar em atividades estratégicas, sem deixar de lado os serviços de sustentação da infraestrutura de TI, como é o caso do ambiente de virtualização, storage, banco de dados, entre outros. Esse é o modo de aplicar o compliance e avaliar o que é realmente relevante para o negócio.

4. Implantar o Bring Your Own Device (BYOD)

Embora sejam cada vez mais adotadas pelas empresas, essas ideias causam preocupações. O medo é de que os colaboradores utilizem de forma errada os próprios aparelhos — como é o caso de pen drives — o que pode resultar em problemas às redes corporativas e aos sistemas.

Nesse cenário, a Lei Anticorrupção diz que a responsabilidade pelos conteúdos acessados é da organização. Os riscos do uso incorreto dos dispositivos estão ligados, principalmente, à segurança dos sistemas, dos dados e das redes corporativas.

Para evitar esse problema, é possível desenvolver políticas que ajudam a coibir ações de má-fé ou de enganos resultantes do desconhecimento. Entre os recursos que podem ser usados, estão:

  • backups frequentes dos dados;
  • assinatura de termos de responsabilidade;
  • uso de senhas e bloqueio automático dos equipamentos.

5. Adotar soluções para a governança corporativa

É fundamental definir uma política voltada para a governança corporativa dentro da empresa. As falhas na TI, quando não se cria um programa claro, envolvem ineficiência no cumprimento de prazos, orçamentos comprometidos, investimentos inadequados em novas tecnologias e resultados distantes do objetivo inicial.

Não é raro encontrar os setores jurídicos e de tecnologia da informação com problemas relacionados ao cumprimento de leis e normas — especialmente quando estamos falando de investimentos em novas ferramentas e inovações.

É por esse motivo que é preciso ter uma base sólida em governança corporativa para adotar o compliance em TI. Ao mesmo tempo, a empresa não deve ignorar a eficiência, a produtividade e a satisfação dos usuários envolvidos.

O mercado consumidor é extremamente exigente e volátil. Quando menos se imagina, o que hoje é muito requisitado pode se tornar obsoleto. Nesse contexto, para garantir a proteção dos dados de uma empresa, agradar seus clientes e aproveitar todas as oportunidades de negócio, é essencial entender o que é compliance em TI e aplicá-lo da melhor forma.

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