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O que você precisa saber sobre o Design de Interação?

Não pode ler esse artigo agora? Ouça a matéria no Player abaixo: Você sabe exatamente o que é Design de Interação? Para visualizar melhor esse conceito, basta lembrar da forma como você navega em um site, das facilidades ou dificuldades para encontrar o que procura, da clareza das informações e objetividade dos elementos dispostos para auxiliar a sua navegação.

Uma vez que o foco deste estudo é o usuário, leva-se em conta a legibilidade, a usabilidade, a funcionalidade e também a estética. E, para que tudo funcione corretamente, o profissional precisa conhecer as principais características da área, que serão melhor detalhadas a seguir. Confira!

Legibilidade

Design de Interação organiza tudo — ele estuda a relação entre um sistema e o usuário por meio de uma interface e trabalha a maneira como um site, um aplicativo ou jogo será manuseado pelas pessoas. Portanto, seu principal objetivo é garantir o melhor desempenho durante a conexão dos internautas com as plataformas virtuais.

O ponto de partida consiste em testes feitos com as pessoas para entender o comportamento delas durante a navegação para, depois, otimizar as funções dos sistemas, executando-as da maneira mais objetiva e simplificada possível.

O processo todo envolve a assimilação pura e simples dos elementos existentes em uma tela toda vez que o usuário abre um dispositivo ou site. Isso engloba a compreensão do texto em conjunto com os ícones, as imagens, os sons e outros itens. A legibilidade é o conceito que permite a compreensão do texto em função de todos os outros elementos envolvidos. A apreensão do significado deve ser possível dentro de um contexto, e não isoladamente.

Sua importância está nos detalhes! Eles vão desde a escolha das palavras certas, da iconografia adequada até a fonte com suas nuances, espessuras e cores. Até mesmo os espaçamentos dos textos são importantes para cada conceito usado.

É nessa etapa do projeto que os contrastes também são aplicados. Entenda que não se trata apenas de diferença entre cores opostas, mas também, de reduções e ampliações para facilitar a percepção das informações.

Usabilidade

Uma das maiores preocupações de um designer de interação é garantir que o usuário de um sistema chegue facilmente ao seu objetivo. Nesse sentido, a usabilidade está associada à legibilidade, mas deve ir além.

Isso significa que o projetista precisa determinar exatamente quais elementos poderão direcionar a atenção das pessoas, simplificando a localização dos itens interativos de forma intuitiva. Pensando na usabilidade, o designer terá que diagramar a interface e preparar os protótipos de comportamento. E quais são as ferramentas necessárias?

O que você precisa saber sobre design de interacao

Wireframe

É um rascunho feito para definir as funcionalidades do sistema. Ele pode ser desenhado à mão ou em algum software de computador, mas não tem fidelidade ao resultado. Sua relevância é para estabelecer conceitos básicos, enquanto o design final da interface ainda está em desenvolvimento.

Mockup

É um esboço feito por meio de imagens estáticas representando a aparência final da maneira mais próxima possível. Seu objetivo é ilustrar para o investidor e a equipe envolvida como ficará o projeto no final. É útil também como ponto de partida para a criação do código relativo à interface gráfica do sistema.

Protótipo

Nessa fase, é feita uma simulação das interações com ações de movimentos e cliques, porém, os dados são sempre fictícios e funcionam em ambiente controlado. A finalidade é promover um planejamento melhor da interação, além de mostrar exemplos aos usuários-teste e investidores.

Com os experimentos de usabilidade, o profissional de interação poderá definir variados fatores, como: tamanhos de ícones, acessibilidade, espaçamentos e outros. É nesse ponto do projeto que se deve sair da zona de conforto para provar o layout em contextos diversos.

Funcionalidade

Sabemos que a razão de todo design é dar função à forma, sem isso, deixa de ser design para se tornar arte! Nessa área, é essencial ter consciência de que tudo, até mesmo a estética, precisa ser funcional.

É por isso que o Designer de Interação deve conhecer não apenas a parte estética e gráfica, mas também como é constituído o desenvolvimento; e qual é a tecnologia necessária para que os sistemas e aplicativos operem corretamente. Nesse momento, entra em cena a programação.

Programação

Da mesma forma que um engenheiro entende de construção e um chef sabe como funciona uma cozinha, o Designer de Interação precisa saber programar e como implementar o seu projeto.

Supondo que ele não seja o responsável direto pela aplicação do código, ainda é preciso que ele tenha conhecimento sobre front-end, back-end e banco de dados, já que, para criar componentes de interatividade, a responsabilidade será desse profissional.

Essa noção é importante porque a experiência do usuário depende de toda a bagagem tecnológica que está presente no desenvolvimento de um sistema, antes mesmo que o usuário tenha acesso a ele.

Ainda como parte do processo, o designer deverá testar a confiabilidade dos dados, a praticidade da atualização, o tempo de resposta e de reparo de eventuais problemas, a segurança do código, enfim, tudo que refletirá na qualidade do projeto.

Com base nisso, para compreender, sugerir e efetuar o profissional deve ter conhecimentos específicos sobre diferentes linguagens de programação e suas tecnologias adicionais, com foco no front-end.

Essas linguagens são:

Estética

Por fim, a característica mais evidente e lembrada pela maioria dos usuários: a estética. Confundida por muitos como sinônimo de beleza, ela é, na verdade, um conjunto de atributos relativos à filosofia e à arte.

Em um projeto de design, a estética tem a função de adaptar a aparência ao conceito desenvolvido. Na maioria das vezes, é uma consequência de um trabalho bem feito e acaba sendo elaborada por último.

Na área de TI, o termo usado para estética de um aplicativo ou sistema é Look & Feel (aparência e sensação), que resume a impressão sentida pelo usuário ao interagir com uma interface gráfica, por exemplo: o Windows, o Mac iOS ou o Linux, que se diferenciam em um mesmo aplicativo.

Conforme se pôde observar, é nítida a importância dessa disciplina. Graças a essa competência, é possível diferenciar o que é essencial do que pode ser secundário. A navegação pode ser simplificada diminuindo a necessidade de cliques e o tempo de espera.

Além disso, o Design de Interação funciona como um ponto de equilíbrio entre a funcionalidade do sistema e a capacidade de interação, evitando que o usuário se decepcione com o produto. Esse é, portanto, um ramo do design que tende a se aperfeiçoar e a se tornar cada dia mais indispensável para a interação com as diversas plataformas digitais.

É provável que essas descrições sobre as principais competências relativas ao Design de Interação possam informar o básico sobre o assunto. Mas, para esclarecer qualquer dúvida que você ainda tenha, entre em contato com a gente!

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