Vem aí o Material Design, o novo conceito de design de toda a plataforma Google

Autor: Redação Impacta

Recentemente, em 25 de junho último, o Google apresentou ao mercado o que acredita ser uma nova aposta na uniformização de sua identidade – sobretudo visual –, um redesign de todos seus produtos e plataformas, a ser chamado Material Design.

Após o esqueumorfismo trabalhado pela Apple – buscando um design verossímil e realista – e o Metro, codinome da interface gráfica do Windows 8 e Windows Mobile, que se baseia em tipografia e iconografia simples, clean e moderna; agora o Google vem fazer frente a estes gigantes com o Material Design.

Produtos como o Google Drive, Google Calendar, Gmail, etc. contarão com novidades como o design totalmente voltado ao flat design, porém com sombras, volumes e movimentos com mais dinamismo, tornando a experiência do usuário mais divertida, sem deixar de ser funcional.  O reconhecido portal americano The Next Web publicou recentemente um artigo sobre os pontos relevantes no Material Design do Google. A seguir, sintetizamos um pouco o conceito de cada um. Confira!

Material é a metáfora

Metáfora material, de acordo com o Google, é a relação entre o espaço racional, tátil e físico, e os sistemas de movimento.

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Superfícies intuitivas e naturais

Superfícies e arestas são atributos táteis presentes em nosso dia a dia, o que acaba por nos remeter a uma maior compreensão da dimensão das proporções e espaços.

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Dimensão permite interação

As noções de dimensão, combinadas à fundamentos de luz e sombra, superfície e movimento ajudam na separação de elementos e espaços, indicando o que pode ser movimentado.

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Um design adaptado

Um sistema de design unificado organiza as dimensões e interações entre elementos. Ainda que cada um expresse visões independentes, a identidade de cores, iconografia e hierarquia dos elementos é constante e única.

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Conteúdo ousado, gráfico e intencional

O design mais ousado e arrojado cria hierarquia de elementos, sentido e foco no que for necessário transmitir. A escolha de cores, as imagens de ponta a ponta e a tipografia em dimensões maiores ajuda a prender a atenção e dar clareza aos elementos.

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Cores, superfície e iconografia para enfatizar ações

Ações do usuário são a base de todo a design experience, e as ações primárias são capazes de transformá-la por inteiro. Por isso, a ênfase neste sentido faz com que funções principais sejam imediatamente visíveis e conectadas a pontos de interesse do usuário.

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Alterações iniciadas pelo usuário

Mudanças de interface demandam ações dos usuários. As animações derivadas do toque reforçam a importância percebida pelo usuário como principal autor das transições.

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Animações coreografadas em espaços compartilhados

No redesign do Google, ações e transições nos objetos ocorrem no mesmo ambiente, sem romper a continuidade da experiência, transformando-os e reorganizando-os entre si no mesmo espaço.

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Movimento gera sentido

Elementos em movimento carregam sentido e são apropriados para prender a atenção do usuário e gerar continuidade. As transições ficam eficientes e coerentes, e o feedback torna-se sutil e perceptível.

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O Material Design foi apresentado na última atualização do aplicativo mobile do Google+, seguindo os mesmos conceitos do próximo Android L, trazendo todas estas novas cores, tipografia, iconografia e hierarquia de interface diferenciadas.

Segundo o Google, este redesign radical de seus componentes representa “uma teoria de unificação e racionalização dos espaços e sistemas de movimento.” A ideia parece ser otimizar interfaces em termos de usabilidade e atribuir a todos os produtos Google um “visual característico”, facilmente reconhecível por parte do usuário.

Seguindo o histórico de inovações do Google e sua crescente relevância no surgimento de tendências no âmbito de experiência do usuário, é de se esperar que o Material Design cumpra seus propósitos muito em breve. Aguardemos.

Para mais informações, confira o manual oficial do Google Material Design aqui.

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