Governança corporativa: saiba como aplicá-la no seu trabalho

Nos últimos anos tem se falado muito sobre Governança corporativa, mas ainda são poucas as empresas que conseguem aplicá-la de verdade. Entenda tudo (...)

Autor: Redação Impacta

A verdade é que as organizações estão maiores, mais complexas e presentes no dia a dia da população. Para garantir que continuem crescendo, de forma segura, saudável e sustentável, precisa-se falar em governança corporativa.

Perto do que deveria, o tema ainda é pouco difundido e conhecido com superficialidade, mesmo no meio administrativo. Sua correta aplicação pode influenciar na longevidade e lucratividade dos negócios, visto que ajuda na aprovação e execução de estratégia, bem como monitoramento dos resultados.

Pensando nisso, elaboramos um artigo para você. Hoje, você vai entender o que é governança corporativa, seus principais pilares e como aplicá-la em seu trabalho. Continue lendo nosso conteúdo e fique por dentro do assunto. Boa leitura!

O que é governança corporativa?

Governança corporativa é um sistema de gestão organizacional que busca, com a parceria de diversos interessados (acionistas, diretores, conselho administrativo ou fiscal, funcionários, etc.), atingir o bem comum, assim como otimizar o valor da organização, sua longevidade e melhorar os processos existentes.

Para tanto, em momentos mais importantes e complexos, como uma crise financeira, escândalo instaurado internamente ou conflitos de interesses (especialmente em empresas familiares), a governança apoia os gestores ou proprietários na tomada de decisões, otimizando a eficácia das ações.

Como a governança conta com o envolvimento de diversos profissionais, com formações, experiências e visões diferentes, torna-se possível ter uma visão muito mais sistêmica da própria empresa, do mercado e da estratégia a ser executada.
É comum se falar em governança corporativa em grandes indústrias, inclusive as de capital aberto, que possuem destaque na bolsa de valores ao investir no assunto. Todavia, as empresas menores também podem se beneficiar, afinal, conseguem ter um maior alinhamento nas ações e manter a ordem na “casa”.

Quais os princípios para a governança corporativa?

Existem alguns princípios que devem ser respeitados por qualquer organização que deseje implementar um sistêmica de governança de forma bem-sucedida, garantindo o equilíbrio e o crescimento. Confira quais são:

Transparência

Em primeiro lugar, deve-se facilitar o acesso às informações de interesse aos investidores ou demais stakeholders (incluindo clientes e sociedade em geral). A maioria das empresas somente disponibiliza os arquivos ou documentos que são obrigados por lei, escondendo todos os outros.

Equidade

Todas as partes interessadas, independentemente de serem sócios, funcionários ou clientes, por exemplo, devem ser tratadas de forma justa e respeitosa. É importante, também, que participem da tomada de decisões, garantindo que seus interesses sejam representados e que se alcance o bem comum.

Prestação de contas

É semelhante ao princípio da transparência, porém, com maior aprofundamento. Nesse caso, os próprios agentes de governança devem prestar conta de suas ações, isto é, assumir a responsabilidade pelo que fizeram ou deixaram de fazer na organização. Logo, passam a assumir maiores responsabilidades.

Responsabilidade Corporativa

Os envolvidos com a governança devem se responsabilizar pela saúde da organização, mantendo sua viabilidade financeira e potencializando sua sobrevivência no mercado. Para tanto, devem reduzir as incompetências e otimizar as competências, levando em consideração os diversos recursos disponíveis.

Como aplicar a governança corporativa na empresa?

Governança corporativa: saiba como aplicá-la no seu trabalho

Forme um conselho consultivo

São muitas as decisões que precisam ser tomadas ao longo do expediente, algumas realmente complexas e que precisam de uma visão mais sistêmica. Para isso, forme um conselho consultivo com habilidades diversas, ao qual poderá recorrer sempre que decisões mais complexas precisarem ser tomadas.

Ele deverá ser composto por uma média de 3 ou 6 pessoas de confiança, competentes e disponíveis para ajudar a organização. É preciso, também, que haja certa pluralidade, isto é, que seus integrantes tenham perfis diferentes — assim, os problemas também serão discutidos sob diversos pontos de vista.

Defina os valores que regem o negócio

Toda organização, mesmo que inconscientemente, é dirigida por um conjunto de valores existentes. É necessário avaliar quais são esses valores, desenvolvê-los de acordo com o objetivo da organização, bem como compartilhá-los com os agentes de governança, garantindo que fiquem alinhados.

Para ficar mais claro, um valor é inegociável, um princípio que deve ser observado na tomada de cada decisão. Como exemplo: a responsabilidade social, o respeito ao cliente e o compromisso com a ética. Ao estabelecer os valores, é possível que todos os agentes de governança sintam-se mais bem direcionados.

Estabeleça políticas claras de gestão

Assim como um governo possui leis que dão ordem e direcionam seus cidadãos, uma empresa deve ter políticas que direcionem seus clientes, funcionários, investidores e demais públicos de interesse. Logo, será possível discorrer sobre certos assuntos sem precisar convocar o conselho.

Essas políticas devem estar presentes em um código de ética e conduta e devem ser elaboradas com atenção, apoio da alta administração e consultores internos ou externos (advogados, contadores, gestores de RH, etc.). Com políticas claras, é possível mitigar uma série de erros e problemas na organização.

Realize reuniões periódicas e mantenha o registro

O conselho não deve ser acionado somente quando um problema surgir; na realidade, esse momento pode ser tarde demais, gerando prejuízos à empresa. É necessário realizar reuniões periódicas, objetivando discutir sobre o aprimoramento das práticas e estratégias de curto, médio e longo prazo.

De igual modo, deve-se ter o registro das reuniões, com data, hora, conteúdo do que foi discutido e resultados alcançados. Assim, é possível aumentar a segurança e diligência do próprio conselho, garantindo que as conversas não sejam esquecidas e que não se torne necessário outras para debater o mesmo assunto.

Estabeleça uma estrutura hierárquica clara

Para que se tenha sucesso com a governança corporativa, é preciso, também, que se tenha clareza estrutural na empresa. Cada funcionário deve entender a quem é subordinado e, se for o caso, a quem lidera. Isso é essencial para manter a produtividade, o alinhamento e a eficácia na tomada de decisões.

Para tanto, é necessário criar um organograma que represente os principais cargos. Cada profissional deve ter um único superior, facilitando a estrutura de comando e controle. Nas empresas familiares em que há um grupo de diretores, deve-se definir um diretor executivo (CEO), ainda que esse cargo seja rotativo.

Como se pode observar, a governança corporativa é um assunto realmente importante e deve estar presente em todas as empresas, grandes ou pequenas. Para tanto, deve-se implementar as dicas aqui citadas, garantindo que se tenha transparência, equidade e responsabilidade em cada ação.

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