Google revela dados sobre diversidade em sua força de trabalho

Autor: Redação Impacta

Sendo direto, o Google não está onde desejamos estar em relação à diversidade, e é difícil lidar com esse tipo de desafio se você não está preparado para discuti-los abertamente e com fatos em mãos,” disse Laszlo Bock, SVP de Operações do Google, no post de ontem (28/05) do blog oficial da empresa.

Nessa afirmação, Bock faz referência aos dados detalhados publicados pelo Google sobre a diversidade em sua equipe, uma das primeiras publicações de um gigante de tecnologia a respeito do assunto.  Os dados da pesquisa confirmam uma suspeita amplamente difundida: o quadro de funcionários da empresa é predominantemente masculino e branco.

Os números apontam, conforme o gráfico abaixo ilustra, que 70% dos funcionários são homens, enquanto 61% do quadro geral são brancos.

Fonte: www.googleblog.blogspot.com.br

Fonte: www.googleblog.blogspot.com.br

A diversidade na indústria de tecnologia ganhou os holofotes no ano passado, quando ativistas sociais chamaram a atenção do Vale do Silício por sua falta de diversidade racial e de gênero, pressionando as empresas a liberarem informações sobre a composição de suas forças de trabalho. Um dos líderes do movimento pró-diversidade, reverendo Jesse Jackson, compareceu na semana passada à reunião anual de acionistas do Facebook, em Redwood City, California, para pressionar a empresa a divulgar dados sobre seu quadro de funcionários, lamentando a escassez de mulheres e minorias no setor, principalmente em níveis executivos.

O Google apontou algumas razões para seu déficit de diversidade: nos Estados Unidos, somente 18% dos diplomas de graduação em ciências relacionadas à computação são conquistados por mulheres, enquanto menos de 5% dessas graduações são concluídas por negros e hispânicos.

Apesar dos números, o Google tem demonstrado grande preocupação com a diversidade, trabalhando programas e implantando políticas para melhorar a diversidade na web como um todo. A empresa vem fazendo esforços para expandir o acesso à educação em ciências da computação para mulheres. De acordo com a postagem, desde 2010 a empresa já doou mais de U$40 milhões para organizações focadas nesse objetivo. Além disso, o Google possui um site de diversidade onde as pessoas podem ver suas estatísticas e participar de grupos de recursos dos empregados como o Asian Googler Network, o Black Googler Network, o Filipino Google Network, o Gayglers, o Google American Indian Network, o Special Needs Network, o Women@Google, entre outros.

Ainda que admitam estar longe de suas metas de diversidade, o Google novamente sai na frente ao expor seus números e declarar sua preocupação com a questão, mostrando que uma gigante não deve trabalhar com receio de mostrar suas falhas, mas sim ter ciência delas e voltar esforços regularmente para sua resolução, sempre de olho no bem-estar da comunidade mundial.

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