Resolução: Com quantos pixels se faz uma imagem?

No mundo da fotografia, a quantidade de pixels da imagem é uma das coisas mais importantes para a resolução no trabalho final.

Autor: Redação Impacta

Por Paulo Cesar Pereira*,
Texto publicado originalmente no Clube do Designer
A substituição do filme pelo sensor eletrônico provocou a necessidade de se conhecer novos conceitos além da própria fotografia tradicional que é a fotografia digital.
Para nosso estudo vamos nos basear na fotografia 35 mm. Veja, na área de 24×36 mm onde se forma a imagem, temos uma diagonal 35 mm. É daí que sai o nome.
Dentro do sensor digital na figura acima temos uma área subdividida em pontos formando uma matriz. Obviamente que temos aí uma representação simbólica.
A quantidade de pontos desta matriz é o que nos interessa. Temos assim, uma quantidade pontos da matriz na horizontal x pontos na vertical. Observe que até ai ainda não usamos nada de ppi, dpi, lpi e outros “i’s” .  Também vamos arredondar o conceito sobre o mosaico RGB ainda com o objetivo de simplificar.
Uma lente projetará então, uma imagem neste pequeno sensor que possui uma matriz com um número de linhas e um número de colunas de pontos com dimensões iguais  ao do filme 35mm (na realidade, a maioria das câmeras digitais tem um sensor um pouco menor do que isso, mas vamos manter esse raciocínio para não complicar a idéia).
Temos que se um sensor tivesse 1000 pontos na horizontal e 1000 pontos na vertical, a multiplicação  resulta em 1.000.000 pixels. Porém, a notação mais apropriada em circuitos digitais é a hexadecimal de onde chegamos ao número 1024. Assim quando temos 1024  x 1024 = 1 048 576 pixels  ou melhor 1 megapixel.
Pois bem, uma câmera digital de 8 mega pixels, dependendo do formato do sensor, possui estrutura de 3504 por 2336 pixels, que multiplicando resultam em 8185344, portanto os aproximados 8 mega pixels. Esse número pode ser diminuído ou aumentado por software. A  câmera também pode ser configurada para resoluções menores.

   Mas qual é o resultado imediato desse click a pleno uso?

Agora sim, entramos no aparentemente intrincado campo dos pontos por polegada. Mas podemos simplificar: em média, a distância de 30 cm é a normalmente utilizada para se ler um texto, ou ainda olhar uma imagem. Devemos lembrar ainda, que precisamos visualizar o todo, ou seja, é confortável para nosso entendimento ler uma revista ou olhar uma imagem a essa distancia tendo a percepção de seu tamanho total, onde uma pequena parte é nítida e o restante é desfocado (pois é assim que nosso olho funciona já que você precisaria  mover o olho para, se desejasse, rever o começo desse parágrafo).
Portanto quando olhamos para uma imagem maior, que não cabe imediatamente dentro do nosso campo de visão, imediatamente nos afastamos em função do tamanho da imagem para compreendê-la.
Pois bem, voltando para os 30 cm básicos de distância, a imagem inicialmente captada em pixels deverá ser traduzida para pontos de tinta. Qual deverá ser a distancia máxima entre um ponto e outro para que a gente não perceba o pontilhamento (não vamos nos ater a qual tipo de impressão, se jato de tinta, laser, etc)?
No Brasil adotamos a densidade de 300 pontos por polegada. Ou seja, em uma polegada quadrada teremos aproximadamente 300 pixels daqueles gerados pela máquina fotográfica que serão representados pelo sistema de impressão. Arredondando novamente, a impressora “se vira”pra criar através de suas tintas a ilusão necessária para compreendermos a imagem.
Então, uma câmera de 8 megapixels de 3504 por 2336 pixels pode diretamente, a 300 pontos por polegada, criar uma imagem de 11,68 por 7,78 polegadas ou melhor dizendo, 29,67 por 19,79 centímetros, na qual comumente chamamos de 30×20 (cobrindo um A4 de uma revista).
Porém, se essa imagem for visualizada a uma distância maior, podemos aumentar a distância entre os pixels que ainda não perceberemos o pontilhamento. Assim sendo diretamente da câmera, se aumentarmos  a distância entre os pixels para digamos, uma densidade de pontos de 150 pontos por polegada, chegaremos a uma imagem de aproximadamente 60 por 40 centímetros. A grosso modo, é assim que chegamos aos pôster e cartazes.
Observe aí que não fizemos  interpolação de pixels. Não acrescentamos e nem tiramos.
Acrescentar ou tirar pixels é um sério risco a qualidade da imagem onde a nitidez pode ser seriamente comprometida se não houver cuidados. É importante nessa hora que você mesmo faça a adequação através do programa fornecido pelo fabricante da câmera ou pelo Photoshop, pelo Lightroom, ou ainda outro programa que você use para editar suas imagens. Entregar diretamente o cartão de memória para o local onde você vai mandar imprimir as suas fotos é perigoso pois:

  • Você estará confiando no algoritmo da máquina de impressão para a adequação do tamanho de sua imagem. Pode não ser o melhor para seu modelo de câmera.
  • É comum contaminar seu cartão com vírus “inexplicavelmente”.
  • É comum perder as outras fotos também “inexplicavelmente”.

Faça a adequação do tamanho em casa e reajuste a nitidez quando necessário. Coloque tudo em um pendrive e leve tranquilo para a impressão.
Para concluir: aparentemente, o que você vê na tela, mesmo em resoluções diferentes, é sempre exibido em resolução de tela, que é maior ou igual a 72 pixels (agora pequenos arranjos de vermelho verde e azul) por polegada  exibindo os pixels de sua imagem. Não se engane. Se sua imagem for grande, ela será exibida em tamanho que caiba na tela.
A diferença é que quanto mais zoom for aplicado, menos entendemos o que estará na tela se a imagem for de baixa resolução, ou seja, contém poucos pixels.  
A resolução de tela, como podemos perceber, não será adequada para impressão, pois quando imaginamos uma tela de 1024 por 768 temos menos do que 1 megapixels que adequando para 300 pontos por polegada teremos algo próximo a  6 x 9 cm.  
Então se você fotografa para a internet,  a resolução mais baixa da câmera normalmente é suficiente. O número de clicks possíveis aumenta absurdamente.  Mas, que pena, se você fizer uma foto que, de repente tornou-se muito importante, ela não poderá ser ampliada pois faltarão pixels.
Paulo Cesar Pereira é fotógrafo profissional há mais de 15 anos. Além de fotógrafo, é responsável pelos cursos de fotografia que estão em desenvolvimento para a Impacta Art & Design. É especialista e instrutor de Photoshop da Impacta Art e Design.
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