Big Data: o futuro já começou. Você está pronto?

O Big Data é o futuro das empresas por ser um sistema que ajuda na diferenciação de crescimento dos negócios, por meio de armazenamento de dados.

Autor: Redação Impacta

Recentemente, diversas empresas têm sido passadas para trás por outras que começaram a investir em coleta, integração, análise de dados, posse de informações valiosas sobre mercado, concorrência e consumidor, tornando-as acessíveis desde o chão da fábrica até a mesa da presidência. Estas empresas alteraram seu modus operandi e tornaram-se líderes no mercado.

  Mas afinal, como funciona o Big Data?

O pioneirismo que garantiu o crescimento e diferenciação destas empresas foi a compreensão da relevância do conceito de Big Data. Obviamente, conhecer dados do mercado em que se atua sempre foi relevante, mas durante os últimos anos o volume deste e de outros tipos de dados aumentou expressivamente, assim como o valor dos mesmos.
Nos Estados unidos, empresas com mais de 1000 funcionários acumulam, em média, mais de 235 terabytes de dados. Quantidade superior ao que contém a Biblioteca Nacional do Congresso Americano, por exemplo. São dados que vão desde transações financeiras a informações de relacionamento com o cliente, e que, quando analisados e compreendidos, tornam-se verdadeiras ferramentas de rentabilidade.
Acoplados à máquinas que registram e armazenam dados de operações, ou mesmo através de profissionais de marketing que analisem redes sociais para compreender comportamentos de consumo,  a troca destes dados pode fortalecer o relacionamento com fornecedores e garantir as melhores práticas no trabalho dos funcionários.
Pesquisas recentes indicam que empresas que utilizam análise de dados no processo de tomada de decisões têm maior produtividade e retorno financeiro do que as que não o fazem.  Esse retorno é ainda mais consistente quando o fluxo de dados na empresa é otimizado, através de troca de informações via web ou armazenamento de dados na nuvem, por exemplo.
Com o tempo, acredita-se que Big Data torne-se um recurso básico para garantir a competitividade de qualquer negócio.  Até lá, entretanto, é necessário que empresas ao redor de todo o mundo se preparem, começando a pensar em como explorar ao máximo o potencial de Big Data, e como adaptar-se aos novos tipos de modelos de negócios que ele pode trazer.
Entre as mais importantes características que o conceito de Big Data pode atribuir à competitividade corporativa, estão:

  • a transformação de processos;
  • as mudanças no ambiente da empresa; 
  • a maior propensão à inovação.

Mesmo ainda sendo cedo para tratar Big Data como um conceito obrigatório nos modelos de negócios das empresas, pode-se começar agora a pensar em como coletar dados importantes em unidades de negócios, stakeholders e clientes, para posteriormente serem integrados, tratados e analisados por uma determinada infraestrutura.
É notável que algumas empresas, indústrias e até mesmo países, absorverão mais rápido os benefícios de Big Data, uma vez que estão mais aptas a capitalizar dados de alguma maneira. Google e Facebook, por exemplo, estão anos-luz à frente de outras empresas, por já terem o acúmulo e tratamento de dados em seu DNA. Entretanto, imagina-se que o conceito será válido – e crucial – para todos os setores da economia, e é recomendável que empresários de todos os segmentos reflitam sobre certas questões.
 Dificilmente, seu negócio passará imune à nova tendência do armazenamento, análise e tratamento de dados, já que cedo ou tarde, necessidades de adaptação podem surgir. Pensando nisso, separamos cinco questões sobre as quais vale a pena refletir, antes de inserir seu negócio de cabeça no universo de Big Data:

      1. O que pode acontecer se sua empresa for 100% transparente, com dados facilmente acessíveis?

O sucesso de algumas empresas está pautado na posse de dados confidenciais ou de difícil acesso, e consequentemente, muito valiosos.  Empresas do ramo imobiliário, por exemplo, garantem sua rentabilidade por meio de especulações através de dados exclusivos sobre oferta, demanda e transações financeiras. No entanto, estes dados, cada vez menos exclusivos e mais acessíveis ao consumidor, podem ser um verdadeiro tiro no pé de quem subestimar o conhecimento do cliente. Sua empresa estaria pronta para arriscar que grande parte de seus dados se tornassem acessíveis ao mercado e ao consumidor final?

      2. Se você pudesse testar previamente suas decisões de negócio, isso te afetaria positiva ou negativamente?

O uso correto de Big Data pode garantir tomadas de decisão de maneiras menos ortodoxas. Com as ferramentas apropriadas, as empresas podem testar hipóteses e analisar resultados para guiar decisões de investimento e mudanças operacionais. A experimentação pode tomar diversas formas, sendo utilizado por algumas empresas seus websites para conduzir experimentos, monitorando page views e comportamentos do usuário.
Outras apresentam, de maneira interativa com o usuário, propostas e hipóteses de novos designs de embalagens, decorações de lojas, e etc. Somando técnicas, é possível mensurar que propostas e hipóteses teriam maior aprovação do consumidor final. No entanto, a prática de testes, ao contrário dos processos baseados em “tentativa e erro” ou em planejamento estratégico e pesquisas de mercado clássicas, demanda uma cultura específica por parte da empresa, e investimentos massivos em relacionamento com o cliente. Sua empresa estaria apta à esta mudança?

      3. Se você usasse Big Data para customização em tempo real, seu negócio adquiriria mais vantagens ou desvantagens?

Outra possibilidade do Big Data é a customização e segmentação de seus produtos em tempo real. Uma próxima geração de profissionais, de posse de ferramentas baseadas em Big Data, estará apta a acompanhar o comportamento individual do cliente a partir de seus cliques na web, por exemplo, catalogando preferências e se moldando a seu comportamento esperado, em tempo real.  Diversos portais de e-commerce já fazem uso de tecnologias como eye-tracking e análise de comportamento do usuário, pautando o portal em user experience (UX).
No entanto, não é por acaso que isto é considerado um diferencial competitivo. Trata-se de um processo que exige investimento, treinamento e manutenção constantes. A possibilidade de customização, em tempo real, otimizaria seus processos ou surgiria como uma preocupação a mais na esfera do “mundo ideal” do relacionamento com o cliente?

      4. Qual seria o impacto do risco de mecanização que o Big Data traria à sua empresa e ao mercado em que ela se encontra?

Como toda a nova tecnologia empregada no mercado desde os primórdios da revolução industrial, o uso de Big Data pode otimizar e reduzir gastos operacionais em etapas do processo de coleta e análise de dados. Softwares específicos, maquinário que registra informações de seu próprio funcionamento, registros de interatividade com usuário em diversas plataformas e etc, podem ser proveitosos para desenvolver processos novos e conter custos.
No entanto, podem vir a eliminar a necessidade da intervenção humana, e a longo prazo, mecanizar processos que, uma vez, foram realizados por funcionários que acabariam sendo dispensados. Hora/homem reduzida, mas à custa de relativo aumento no desemprego do próprio mercado consumidor. Sua empresa estaria preparada para assumir este risco?

      5. Você seria capaz de criar um novo modelo de negócios baseado em Big Data?

Big data está gerando novas categorias e unidades de negócios em companhias que absorvem seus conceitos. Por exemplo, uma empresa transportadora pode reconhecer a oportunidade de vender dados sobre importações e exportações globais que obtenha nas sinuosidades de seus negócios, e criar uma unidade exclusiva para estes fins.
Outras empresas podem acabar interpretando e obtendo resultados tão positivos e rentáveis de seus próprios dados, que acabem abrindo unidades de negócio paralelas que funcionem como consultorias, vendendo um serviço que ajude outras empresas a fazer o mesmo. Pensando em sua empresa atualmente, o uso de Big Data te ajudaria a criar novas vertentes de negócios, que te garantiriam ganho de novos mercados e vantagens competitivas?

  Porque é importante saber manusear o Big Data?

Para o usuário final, o uso de Big Data pode parecer confuso e suscitar dúvidas quanto à privacidade na coleta de dados, demanda do mercado por mão de obra qualificada em algo específico,além da segurança de dados em si. No entanto, para empresas, seus conceitos devem se tornar mais claros à medida que o mercado como um todo acaba por adotá-los. É possível atrelar rentabilidade, inovação e pioneirismo a seu negócio através de Big Data.
Sabendo utilizá-lo, é uma ferramenta que explica à que veio e pode garantir que empresas, indústrias e nações inteiras prosperem com competitividade. Assim como seu escopo já dá a entender, o bem mais valioso do mundo do futuro – e do presente – é a informação, e estar bem informado sobre a tecnologia de Big Data será essencial para seu negócio não ser pego de surpresa por seus conceitos e efeitos.
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