Analista de mídias sociais e e-commerce: do “boom” à baixa

Em 2010, analista de mídias sociais foi uma das profissões criadas pela onda da Internet, mas hoje esse profissional vem perdendo espaço nas empresas.(...)

Autor: Redação Impacta

Em 2010, vivemos o grande boom das novas profissões. Analista de mídias sociais foi uma das profissões criadas pela onda da Internet. As agências digitais, enxergando essa tendência antes das empresas, criaram departamentos de monitoramento, ações e conteúdo para as Redes Sociais. Por um tempo, esse mercado foi dominado pelas agências, até o momento em que o cliente entendeu que esse perfil precisava ficar dentro da sua estrutura de marketing. Entretanto, o que se tem visto é que essa comunicação não precisa ficar dentro do anunciante.

Com o e-commerce aconteceu a mesma coisa. Grandes marcas decidem abrir um e-commerce. Caem no conto do fácil e rápido – aliás, recentemente (julho/2014) esse conto foi contado por uma grande revista nacional, de uma importante editora, o que é um crime! Abrir um e-commerce é algo extremamente complexo e cheio de detalhes, os quais se passados desapercebidos, podem fazer a loja não vender nada. Ainda se discute se e-commerces são sustentáveis e rentáveis. Bem, em minha modesta opinião, se bem feito, são sim.

Passado um resumo dos últimos anos nesse segmento, vem o motivo pelo qual escrevo esse artigo. Uma pesquisa publicada no Portal Mundo do Marketing, em fevereiro, da empresa de recrutamento Page Personnel, mostrou a queda de contratações para Mídias Sociais e E-commerce, o que muito espanta, uma vez que essas duas vagas estão entre as mais desejadas pelos profissionais de marketing digital. Para Redes Sociais, a consultoria alega que a tendência da terceirização tem feito isso. Concordo que agências, e não clientes, devem cuidar da comunicação digital das marcas nas Redes Sociais. Claro, obedecendo as políticas da empresas e boas práticas das Redes. Lembre-se, as Redes Sociais têm se tornado um ambiente onde é preciso pisar em ovos diariamente, pois qualquer coisa vira piada! Recentemente, a cantora Kelly Key tentou usar o famoso crowdsourcing para que os internautas criassem um logo para ela. No primeiro momento, uma ideia muito legal, afinal, até Phillip Kotler disse que o crowdsourcing é o futuro do marketing para as marcas. Não demorou muito para a cantora ser motivo de piada nas redes sociais.

Para o e-commerce, a consultoria acredita que a queda se deu pois as lojas não estão faturando o que deveriam. Algo que pode ajudar a esclarecer isso é a grande concorrência com a qual vive-se hoje. Por exemplo, escrevendo esse artigo digitei “comprar celular” no Google e apenas na 1ª página vi 15 anúncios, somados a 10 resultados de busca natural, todos de lojas vendendo aparelhos. Existem milhares de lojas online, tanto as tradicionais do varejo que abriram operações online, como Ponto Frio, Magazine Luiza e Casas Bahia, como as que surgiram apenas para a Internet como Submarino e Dafiti. Além disso, há os empreendedores digitais que abrem lojas, como a Blumy, que tive o prazer de conhecer recentemente. A concorrência é grande, mas é preciso sobreviver nessa selva ou o negócio morre.

E como você pode se sobressair nessa? Um dos motivos, que acredito nessa queda, é a falta de qualificação dos profissionais. Cursos de curta duração, livros, palestras, workshops, artigos e até cursos de pós-graduação ou MBAs são essenciais para o profissional, ensinam a pensar, a correr atrás, a ter uma visão macro e estratégica do marketing digital, mas não são pílulas do conhecimento. O profissional que entender isso, que estudar, se dedicar, “dar as caras”, tentar, errar, acertar, conversar, trocar experiências, pensar que o planejamento é a base das ações, pesquisar, embasar, entender, ouvir as outras pessoas, ver tendências, o que as marcas estão fazendo – sendo ou não do seu segmento –, aprender diariamente são os que saem na frente. Os que acham que sabem tudo, param no tempo e são substituídos.

Como professor, palestrante e profissional da área, se eu pudesse dar um conselho a você, repetiria o que meu mestre Roberto Shinyashiki me ensinou: mantenha a mente aberta para aprender sempre! Valorize quem lhe passa conhecimento, converse, desafie – no bom sentido – o conhecimento. Aprenda e troque experiências. Esse profissional é o que as empresas precisam para crescer. Você é um deles?

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