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O mercado profissional para Cadistas

Por Eduardo Engelmann*

Estive lendo um artigo, no qual uma grande empresa de arquitetura e engenharia informava a dificuldade em contratar cadistas. Mas, você sabe o que é isso?

O cadista é aquele profissional que trabalha com AutoCAD, mesmo sem a formação superior em engenharia ou arquitetura. O cadista desenha plantas e desenhos técnicos solicitados pelos engenheiros ou arquitetos — muitas vezes eles são bem elaborados ou se apresentam no formato sketch (rascunho). Para ser um cadista, não é necessário nível superior, já que muitos engenheiros e arquitetos estão exercendo essa função pela carência de profissionais no mercado. Entretanto, muito além do conhecido do software, o profissional deve saber ler e interpretar projetos corretamente.

A procura sempre alta por esses profissionais, mesmo em momentos de crise, explica-se pela imensa diversidade de áreas em que o cadista pode atuar. Isso porque praticamente qualquer fabricação humana necessita hoje de um projeto computacional anterior para servir de guia à sua materialização. Assim, escritórios de arquitetura, construtoras/incorporadoras, indústria moveleira (móveis), agências de publicidade, setor automotivo e até equipes de geógrafos (que lidam com topografia) precisam permanentemente contar com o trabalho visionário de um especialista em AutoCAD.

Quer saber mais sobre a carreira de cadista? Então acompanhe-nos:

O desenho técnico no começo da carreira do desenhista cadista

Para se tornar um profissional nesse segmento, você precisa conhecer, em primeiro lugar, o desenho técnico. Este, basicamente, trabalha com plantas baixas e algumas projeções tridimensionais. Trata-se de uma atividade manual apoiada por régua, esquadros, transferidor e compasso (além da lapiseira, claro!), a fim de facilitar a descrição e a apresentação de uma ideia por meio de regras e procedimentos.

Escalas, cúpulas geodésicas, ângulos e perspectivas compõem a linguagem gráfica que facilita o entendimento dos desenhos e ajuda o futuro cadista a se familiarizar com toda essa representação. Só após ter aprofundado o conhecimento no desenho técnico é que se torna viável começar a trabalhar com o AutoCAD. As instruções amplamente difundidas no desenho técnico serão fundamentais na transposição dos rascunhos para o ambiente do software.

Em resumo, tenha a certeza de que querer mexer com AutoCAD sem saber nada sobre esse ramo do desenho é como - na agricultura - querer fazer uma boa colheita sem ter sementes: uma coisa é matéria-prima da outra!

A importância de aprender a interpretar projetos, além de operar o software

A importância do cadista saber ler e entender os projetos que lhes são entregues (ainda que sob a forma de rascunhos) é total. Ela se dá porque, em geral, sua rotina envolve o recebimento constante de esboços básicos de ideias que precisam tomar forma pela via computacional. Simulações de viabilidade serão então feitas no ambiente virtual para só então partir para a execução do projeto. Só tem um detalhe: não se reproduz o que não se entende, certo? Pois bem. Os cursos de desenho técnico ajudam a dar ao profissional cadista uma visão ampla na interpretação de projetos, tornando-o mais lúcido em sua profissão.

Após iniciar o aprendizado do AutoCAD, o profissional provavelmente será levado a tomar uma decisão: seguir para a Engenharia Civil ou para a Engenharia Mecânica, duas das áreas que mais buscam profissionais especializados nesse software.

Até alguns anos, o segmento mais carente de cadistas era o da Engenharia Civil (em função do aquecimento do setor, impulsionado pela Copa do Mundo e pelas Olimpíadas do Rio de Janeiro). Passada a euforia dos megaeventos no Brasil, outras áreas começam a brilhar diante dos olhos dos mais experientes especialistas em AutoCAD. Vamos falar mais sobre isso logo abaixo.

Média salarial dos profissionais de AutoCAD

Com uma rápida passada pelo Guia de Salários da Catho, você verá que a remuneração média paga a um Desenhista Cadista está atualmente em torno de R$ 1.770,00. Já o Projetista Cadista (que vai além do desenho desenvolvido a partir de esboços de terceiros, sendo o responsável integral por projetos diversos de equipamentos e materiais usados para o setor produtivo) tem salário médio maior, de pouco mais de R$ 1.900,00, na média.

Como estamos falando de uma profissão que pode ser exercida só com um diploma de nível médio, não seria exagero dizer que a remuneração, de forma geral, é bastante interessante (especialmente porque estamos tratando dos rendimentos iniciais). Concorda?

O mercado profissional é muito amplo para cadistas

Onde atuar?

  1. Indústria moveleira

Após alguma experiência como Cadista, você poderá trabalhar no setor de móveis e decoração com maquete eletrônica, onde os rendimentos são ainda maiores.

A maquete eletrônica trabalha basicamente com a realidade virtual, dando vida ao projeto de decoração de uma casa, às mudanças no layout de um escritório, alterações na disposição de móveis em um consultório ou até mesmo à reformulação do projeto de um shopping. Tudo pode ser visualizado antes mesmo do início das fundações ou da reorganização de mobiliário.

Para trabalhar com maquete eletrônica, além do AutoCAD, você deverá conhecer outro programa da Autodesk: o 3D Studio Max. E se o foco for maquete eletrônica, você precisa aprender apenas um dos módulos dos treinamentos: aquele que aborda a utilização do produto. Claro que se você conhecer outros módulos — iluminação, por exemplo — suas maquetes serão muito mais aprimoradas.

  1. Escritórios de arquitetura

Antes do AutoCAD, os projetos arquitetônicos eram feitos à mão, o que demandava muito tempo e resultava em inúmeros erros. Por meio desse software, entretanto, é possível atualmente criar plantas, seções transversais e elevações em 2D ou 3D (fazendo com que o objeto criado possa ser analisado por todos os seus ângulos).

O cadista que pretende trabalhar em um escritório de arquitetura deve ter em mente a importância de ir além do domínio do software e buscar conhecimentos básicos na área de edificações. Nesse ambiente, ninguém certamente lhe ensinará a calcular um elemento construtivo, por exemplo, embora se trate de algo fundamental na rotina do escritório.

  1. Engenharia mecânica

O AutoCAD é essencial no desenho de produtos e sua segmentação em diversas categorias, sempre com grande riqueza de detalhes. Esse processo facilita o desenvolvimento de peças e equipamentos para diversas indústrias (naval, automotiva e até têxtil).

  1. Engenharia elétrica

O AutoCAD é um dos softwares mais importantes aos engenheiros eletricista, mas nem todos o dominam como deveria. Com isso, muitos desses profissionais acabam contratando cadistas para transpor rascunhos de projetos elétricos para o ambiente gráfico, além de auxiliar no desenho da fiação de edifícios e casas, representação de circuitos elétricos, etc.

  1. Consultorias especializadas em cartografia e topografia

Já ouviu falar em empresas especializadas na prestação de serviços de aerofotogrametria (fotografias aéreas), cartografia, topografia e meio ambiente? Pois existem várias dessas companhias no Brasil e todas elas necessitam de bons profissionais com domínio de AutoCAD.

Empresas como essa trabalham com interpretação de imagens de aspectos geográficos para elaboração de mapas cartográficos e cartas topográficas. Mas como fazer uma boa análise sem ter em mãos um bom projeto em 3D? É aqui que entra a demanda intensa por cadistas em empresas desse segmento. Dá para trabalhar até no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)!

  1. Engenharia civil

Imagine, por exemplo, executar uma instalação hidráulico-sanitária em um edifício no mais absoluto improviso, sem estudar com calma a viabilidade das passagens dos canos, eventuais incompatibilidades com as paredes de alvenaria ou possíveis choques com circuitos elétricos.

Acha mesmo que uma construtora gastaria toneladas de materiais para só na execução perceber que o projeto está incorreto? Pois essa cena está longe da realidade da construção civil exatamente graças às possibilidades de simulação com AutoCAD. Eis uma das áreas mais comuns na absorção dos especialistas nesse software, a área construtiva.

Outra função imprescindível aos profissionais com formação em AutoCAD é a de realizar cálculos estruturais para avaliar o peso e a força de empuxo de diversos equipamentos da construção civil.

Criado em 1982, o AutoCAD se tornou uma unanimidade em software para projeção de ambientes em 2 ou 3 dimensões. Seus concorrentes similares, ArchiCAD, VectorWorks e o 12d Model nunca chegaram nem perto de sua popularidade, o que reforça a necessidade de buscar um curso de AutoCAD, a fim de aprender as funcionalidades do aplicativo ou conhecer as ferramentas da sua versão mais recente.

Importância de estar sempre atualizado com as últimas versões do software

É natural que um software com 34 anos de vida sofra muitas alterações e aprimoramentos, com a inclusão de novas interfaces e funcionalidades que facilitam cada vez mais a rotina do profissional. Dessa maneira, é essencial conhecer as versões mais recentes do AutoCAD, já que estas certamente serão as mais abrangentes de uma família que possui entre seus membros ilustres:

  • Versão LT

Versão limitada, com recursos enxutos, tendo entre suas mais importantes funções, a documentação e modelagem 3D.

  • Versão 360

Versão online, cujo download pode ser feito diretamente no site da Autodesk. Permite interface com diversos suportes (computadores, tablets ou smartphones). Trabalha com armazenamento de arquivos em nuvem.

  • Versão Architecture
Versão mais completa, direcionada a arquitetos que necessitam de uma gama maior de recursos de modelagem 2D.
  • Versão Civil 3D
Centralizado nas necessidades da engenharia civil (com moldes padronizados do setor).
  • Versão Map 3D:

Ideal ao setor de geografia e geologia. Possui recursos para facilitar a representação de imagens geográficas, como coordenadas de GPS, além de trazer as funcionalidades padrões do AutoCAD tradicional.

  • Versão Mechanical

Projetado para atender às necessidades do setor de engenharia de produtos. Dispõe de possibilidades múltiplas de automatizações do software para otimização dos trabalhos nessa área.

Você pode conferir mais sobre AutoCAD e as possibilidades da carreira, clicando aqui!

Esperamos ter ampliado sua visão sobre as infinitas possibilidades profissionais que se abrem a quem conhece essa ferramenta gráfica. Você, aliás, tem algum conhecimento no assunto? Se interessou em se tornar um cadista? Em qual das áreas citadas gostaria de trabalhar? Compartilhe suas ideias conosco nas linhas abaixo! Sucesso e até breve!

*Eduardo Engelmann é ilustrador, infografista e designer gráfico há mais de 30 anos e atua também como instrutor no segmento de design.

[fbcomments url="" width="100%" count="off" num="3" countmsg="wonderful comments!"]
  1. Ingrid Lúcia da Silva.

    Muito interessnate e exclarecedor o artigo, é muito difícil se situar quando se está ainda avaliando que profissão seguir, eu mesma, sempre tive muito interesse em projetos com o cad e desenho, é aquilo que gosto de fazer, e até agora pensava que somente arquitetos é que trabalham com esses programas, mas agora eu sei que posso fazer o caminho inverso, aprender a trabalhar com esses programas, para saber o que vou achar da arquitetura, para então estudá-la.
    Parabéns Eduardo.

    Responder
  2. Rafael Rufos

    Qual seria o artigo? E qual seria a grande empresa de arquitetura e engenharia? É interessante citar a fonte, dar créditos para passar maior credibilidade aos leitores. Abraços

    Responder
  3. Manuela silva

    Adorei,idéias faceis a compreenção,otimas dicas,estou entrando nessa aréa de trabalho
    i gostaria de saber mais…
    obrigada,abraços!

    Responder

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