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Demanda é muito maior que oferta
Empresas de países como Índia, Japão e Israel também estão em busca de profissionais brasileiros.

Enquanto muitas áreas estão estagnadas e sofrem com saturação de mão-de-obra, outras estão em plena ascensão, abrindo vagas de trabalho constantemente e obrigando empresas e instituições de ensino a se unirem para tentar suprir a demanda do mercado. Este é o caso da Tecnologia da Informação, popularmente conhecida como TI.

Só para se ter uma idéia, atualmente existem 17 mil vagas em aberto e, nos próximos três anos esse número deverá ultrapassar para 100mil, conforme o Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil.

A procura por esse tipo de profissional deve-se à diversidade e à importância da área. Afinal, nenhuma empresa ou negócio sobrevive hoje sem tecnologia, seja usando website e-mail, ou criando sistemas integrados de troca de informação que sejam seguros e eficientes. Cabe ao especialista, portanto, cuidar de todas as atividades de computação de ambiente, além de desenvolver soluções e reduzir custos.

Perfil

Com mais de 300 tipos de treinamentos em 40 áreas distintas, o Grupo Educacional Impacta Tecnologia tem formado profissionais de TI em todo o mundo. O presidente da empresa, Célio Antunes, que também preside a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Assespro/SP), diz que o profissional que tiver disposição e for dedicado poderá trabalhar ainda para empresas estrangeiras instaladas no Brasil ou até mesmo fora do País.

Ele diz que a Impacta tem parceria com empresas como a indiana Tata e a norte-americana Borland e que companhias como essas dão preferência para mão-de-obra daqui. “Eles nos adoram. Os brasileiros são criativos, motivados, sabem se virar e dão o Maximo de si no trabalho. Muitos grupos de Israel, Japão, Índia, entre outros, nos pedem indicação de profissionais qualificados brasileiros”.

Especialização

As oportunidades estão disponíveis para profissionais de Tecnologia da Informação em todos os níveis de especialização. “O mercado precisa com mais urgência de pessoas que conseguiam certificação com cursos de curta duração, para atender uma demanda especifica. O ideal, porem, é que o profissional tenha, alem domínio técnico, bom relacionamento com clientes, inglês fluente e conhecimento de negócios”, explica o diretor de Consultoria de Tecnologia e Segurança da Informação da PricewaterhouseCoopers, Antônio Gesteira.

Ele, que também é professor da Mercatus – Educação em Negócios, acredita que os especialistas em TI irão exercer papéis cada vez mais importantes dentro das organizações e a tendência é que passem a integrar o comitê executivo de muitas delas.

Parcerias

Antunes confirma que os cursos rápidos de certificação servem para como porta de entrada imediata no mercado de trabalho, mas que a especialização do profissional não pode parar aí. “A certificação dá condições para que a pessoa ingresse e, com isso, adquira recursos para iniciar uma graduação mais aprofundada. Este é um caminho muito viável e que abre inúmeras oportunidades na carreira”.